Cidade de Pernambuco decreta calamidade pública por chuvas

Barretos tem 4,5 mil famílias desabrigadas; no total, estado contabiliza 144.532 pessoas afetadas

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

05 de maio de 2011 | 18h58

RECIFE - A prefeitura de Barreiros, na zona da mata sul, a 110 quilômetros do Recife, decretou nesta quinta-feira, 5, estado de calamidade pública no município. O prefeito Antonio Vicente (PSB) justifica o decreto com o número estimado de famílias desabrigadas - 4,5 mil - e desalojadas - mil famílias - boa parte delas nos bairros Maria Amália e Vila Baeté, que estão isolados e sem água potável.

 

Barreiros é cortado pelos rios Una e Carimã. O acesso a estes bairros é feito por pontes sobre o Una. A enchente que devastou a zona da mata sul pernambucana há menos de um ano, em junho, destruiu as pontes da cidade e nenhuma delas foi reconstruída. "Está de dar dó", afirmou, por telefone, o agricultor rural José Carlos Marcelino da Silva, 35 anos, morador da Vila Baité. "Eu ainda tenho comida que dá para até domingo, mas tem muita gente passando necessidade."

 

Barreiros é um dos 48 municípios atingidos pelas fortes chuvas que têm caído sobre o Estado. Dezesseis deles estão em situação de emergência. As chuvas provocaram duas mortes, uma no município metropolitano de Camaragibe e outra em Jaqueira, zona da mata, ambas por soterramento. A enxurrada do ano passado, ocorrida no dia 18 de junho, provocou 20 mortes e deixou 26 mil pessoas desabrigadas na zona da mata sul. Desta vez, as chuvas chegaram mais cedo, estendendo estragos também por municípios da região agreste.

 

De acordo com boletim da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), o número de famílias desabrigadas chega a 4.080 e as desalojadas 8.503. O total de pessoas afetadas é de 144.532. Muitas das cidades atingidas pelas chuvas já superaram, nos quatro primeiros dias de maio, a média histórica do mês.

 

As chuvas também provocaram a transferência dos 21 detentos da cadeia pública de Cupira, a 173 quilômetros da capital para cidades próximas. De acordo com a secretaria estadual de Ressocialização, a medida foi preventiva: os estragos provocados pelas chuvas no prédio poderiam facilitar fugas.

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