Cidade no Tocantis para para acompanhar caso do sequestro do DF

Cidade no Tocantis para para acompanhar caso do sequestro do DF

Presidente do PP municipal disse que Jack Santos, que manteve um funcionário sob sequestro em hotel, sempre se comportou bem

Célia Bretas Tahan, Especial para O Estado

29 de setembro de 2014 | 19h39

Com menos de 5 mil habitantes, a cidade de Combinado (TO), a 543 quilômetros da capital, Palmas, parou para acompanhar o caso protagonizado por Jac Souza dos Santos, de 30 anos. "Ninguém imaginava ver alguém que a gente conhece fazendo isso", disse o vereador e presidente do PP na cidade, Lindon Jonson Miguel da Silva. "A mãe dele, dona Lurdes, ficou chocada. Aqui, ele sempre se comportou bem com toda a comunidade." Silva contou que recebeu a informação do caso de um assessor do deputado federal Lázaro Botelho, presidente regional do PP.

Santos, filiado ao PP, concorreu ao cargo de vereador, em 2008, mas não conseguiu ser eleito. Foi, também, secretário municipal da Agricultura de 2009 a 2012, na gestão do ex-prefeito Manoel Rebouças de Oliveira. Procurado na Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição, em Campos Belos (GO), onde trabalha como bioquímico, Oliveira não quis falar sobre o ex-secretário.

Para o presidente da Câmara Municipal de Combinado, Jefelson Belo, do PTB, o rapaz só estava querendo "se mostrar". "Nunca conseguiu ser nada aqui. Foi candidato a vereador e não se elegeu", contou o parlamentar, que conviveu com Jack Santos, quando este era secretário. Segundo ele, o rapaz vive em Brasília e só aparece na cidade de vez em quando. Desta vez, teria chegado há cerca de dois meses, para trabalhar na campanha eleitoral.

O presidente do PP de Combinado refutou a informação. Falou que o rapaz vive, sim, em Combinado e que só soube, agora, sobre a possível existência de uma filha de Jack Santos, em Brasília.

Amigos disseram que Santos escreveu três cartas para familiares, pedindo desculpas por seus atos. Numa deles, teria informado a um tio que se entregaria às 17 horas.

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