Cidade viveu boom nos anos 50

O maior boom imobiliário em Copacabana ocorreu nas décadas de 1940 e 1950. Na ocasião, a vida noturna da capital se deslocava do centro para o bairro. Com o objetivo de maximizar lucros, construtoras iniciaram na década de 1950 a construção de prédios com quitinetes. No livro História dos Bairros - Copacabana, de 1986, a geógrafa Elizabeth Dezouzart Cardoso relata que no ano de 1956 foram construídos 225 prédios no bairro. Para o antropólogo Gilberto Velho, o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi "o paraíso da especulação imobiliária". O 200 foi inaugurado em 1959. "Tenho grande simpatia por Juscelino, mas houve massificação. Eram prédios que davam dinheiro e havia clientela." Para Velho, que publicou em 1973 A Utopia Urbana, sobre o Edifício Estrela, inaugurado em 1958, morar em Copacabana "estava associado a melhorar de vida, dava status". Pessoas de todas as classes queriam ir para lá. O 200 chegou a abrigar 2.500 moradores, diz Elizabeth, que relata problemas de circulação, iluminação e higiene. Em 1963, a construção de prédios de conjugados foi proibida pelo decreto que fixou relação entre área do terreno e das unidades habitacionais.

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