Cidades do interior paulista também são alvo de ataques

Depois da Capital, Grande São Paulo e Litoral, os ataques do Primeiro Comando (PCC) se estenderam pelas regiões central, oeste e noroeste do Estado. Entre a noite de quarta-feira e manhã de quinta, 13, ao menos 13 ônibus foram incendiados em Marília, Bauru, Assis, Catanduva e São José do Rio Preto. Novos ataques criminosos a ônibus, casas de policiais, carros em estacionamentos, supermercados, agências bancárias e até prédios públicos também ocorreram na região de Ribeirão Preto, a 310 quilômetros da capital paulistaAs primeiras cidades atacadas foram Bauru e Botucatu, no Centro do Estado. Em Bauru, os bandidos atearam fogo em quatro ônibus causando a suspensão do transporte coletivo na noite de quarta-feira, 12, que voltou ao normal só na manhã desta quinta. Uma loja de conveniência de um posto de gasolina também foi incendiada por dois homens.Em Botucatu, o prédio da Prefeitura e um caixa eletrônico foram parcialmente incendiados na noite de quarta-feira. Em Marília, outros quatro ônibus foram incendiados, uma locadora foi inteiramente incendiada e a casa de uma policial civil foi atingida por disparos na madrugada. Durante a madrugada, seis casas de agentes penitenciários de Assis foram atingidas por disparos e dois ônibus foram incendiados. Ainda em Assis, uma motocicleta foi roubada e incendiada na frente do 2º DP e em Paraguaçu Paulista, cidade vizinha, um agente penitenciário encontrou uma bomba artesanal em casa. Em Araçatuba, o depósito de um supermercado foi incendiado. Em Catanduva outro ônibus foi destruído pelas chamas na noite de Quarta-feira. Na manhã de quinta, dois ônibus que sairiam do Terminal da zona norte de São José do Rio Preto para recolher passageiros, foram incendiados no local e uma agência bancária, teve fachada atingida por disparos.Em São Carlos, quatro ônibus da empresa Athenas foram incendiados. Um deles no Jóquei Clube, por quatro homens. Os demais ocorreram nos bairros Boa Vista, Cidade Aracy e Vila Carmen. Aconteceram ainda outras duas tentativas frustradas de incendiar ônibus urbanos. Na mesma cidade, um carro foi incendiado num estacionamento e, na Vila Monteiro, uma oficina mecânica, que conserta veículos da Polícia Militar, foi alvo dos ataques. Três veículos da PM foram incendiados (dois deles destruídos e outro parcialmente atingido) durante a madrugada. A polícia está investigando a autoria do crime. Em Ribeirão Preto, as Polícias Civil e Militar reforçaram seus efetivos para evitar surpresas durante a noite. As imediações de bases policiais, delegacias e posto dos bombeiros foram bloqueadas. Os únicos incidentes ocorreram no Ipiranga, durante a madrugada. Uma agência dos Correios e o estacionamento de um supermercado foram atingidos por bombas caseiras, mas houve poucos danos. Esses incidentes só foram descobertos pela manhã. Na pacata Barrinha, a população ficou assustada com os ataques. No pátio da garagem da prefeitura, o único caminhão de lixo, reformado há quatro meses, foi totalmente destruído. O carro-pipa foi parcialmente danificado. Um coquetel molotov foi jogado contra a casa de um policial militar. A sede do Conselho Tutelar e a base da Guarda Civil Municipal foram arrombadas e incendiadas, com destruição parcial de documentos e móveis. A polícia conseguiu deter quatro pessoas em flagrante: três adolescentes, que confessaram suas participações em ataques e foram conduzidos à Febem, além de um adulto, autuado por danos ao patrimônio público e formação de quadrilha. Três bombas caseiras foram apreendidas. Em Guará, a casa de um policial militar também foi alvejada esta madrugada. Foram disparados três tiros: um atingiu o teto do carro que estava na garagem, outro atravessou a janela e acertou o guarda-roupas e o terceiro atingiu a televisão. Ninguém ficou ferido. Um ônibus, que transportava trabalhadores rurais, também foi incendiado e ficou totalmente destruído. Também foram disparados tiros contra um supermercado, mas descobertos só nesta manhã. A polícia do município prendeu cinco suspeitos durante a madrugada, todos com antecedentes criminais. Três foram detidos em flagrante, pois estavam com dois revólveres calibre 38. O delegado Márcio Murari investiga ainda se um bilhete deixado num dos ataques tem alguma ligação com facções criminosas. Em Franca, a casa de um policial militar foi alvo de dois tiros, mas o comando não divulgou mais informações. Não houve vítimas. Outro ônibus foi incendiado naquela cidade à noite, mas o motorista conseguiu evitar a destruição completa após a fuga dos bandidos. Em outras ações, dois supermercados foram atacados com tiros e coquetéis molotov. Na noite de ontem, a casa de uma delegada foi alvo de ataques, no Jardim Alvorada, em Batatais. Um galão de combustível foi lançado e ateado fogo, mas apenas o portão foi atingido. Ainda na cidade, um caminhão da prefeitura, que estava na garagem, foi incendiado, mas o fogo foi contido. Um homem de 22 anos e um adolescente de 15 foram detidos. Em Morro Agudo, dois adolescentes de bicicleta atiraram seis vezes contra dois veículos, que estavam em frente ao Fórum. Na fuga, ainda atiraram contra uma agência bancária. Em Jaboticabal, o alvo foi um caixa eletrônico de um supermercado, que foi parcialmente incendiado. Em Pitangueiras, cinco tiros foram disparados contra a porta do Fórum. Um caminhão também foi atingido por um tiro. No distrito de Ibitiúva, um ônibus de trabalhadores rurais, estacionado, foi parcialmente queimado na madrugada. Em Serrana, um carro, que estava num estacionamento, ficou parcialmente queimado por uma bomba caseira, lançada durante a madrugada. Em Miguelópolis, quatro homens encapuzados teriam cometido dois atentados na noite de ontem: contra um ônibus e o setor de almoxarifado e patrimônio, ambos da prefeitura. Não houve vítimas. Em Pirassununga, um carro foi incendiado num estacionamento por alguém que jogou um coquetel molotov de uma moto. Um ônibus urbano foi parcialmente incendiado por uma bomba caseira.

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