Cidades no Rio "esquecem" o feriado da Consciência Negra

Adotado como feriado no Rio de Janeiro desde ano passado, o Dia da Consciência Negra não foi lembrado hoje em alguns municípios da Baixada Fluminense, o que causou revolta nas entidades ligadas ao movimento negro. ?Isso só pode ser por motivo preconceituoso. É um desrespeito à população negra?, disse o presidente do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, Ivanir Santos, que citou Jaepri e Mesquita como municípios que não aderiram à data. Na capital carioca, no entanto, a chuva não impediu diversas homenagens ao líder negro Zumbi dos Palmares.As celebrações começaram bem cedo com uma queima de fogos na avenida Presidente Vargas, no centro, onde está o monumento a Zumbi. Houve apresentações de dança e shows. Nas igrejas Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos, também no centro, missas em ação de graças foram rezadas. Centenas de pessoas compareceram à homenagem na estátua de Zumbi, que na semana passada apareceu pichada e foi limpa pela prefeitura. A festa foi animada pela a bateria feminina da escola de música Villa Lobos e por entidades de jovens carentes, que dançaram e cantaram ritmos africanos. O Hino Nacional foi cantado ao som de batuques.Em Padre Miguel, na zona oeste, foi servida uma grande feijoada, preparada pela comunidade e animada pelas passistas mirins da escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.