Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Cidades reforçam segurança para protestos desta quinta

Manifestações estão marcadas em ao menos 75 municípios do País; funcionários de tribunais, lojas e escolas serão liberados mais cedo

20 de junho de 2013 | 14h35

Atualizada às 15h30.

À espera da série de manifestações marcadas para esta quinta-feira em ao menos 75 cidades do País, comerciantes, bancos e instituições oficiais já reforçam a segurança. Funcionários serão liberados mais cedo.

Em São Paulo, a concentração será às 17 horas, na Praça do Ciclista, na região da Avenida Paulista. Em seu sétimo ato desde o dia 6 de junho, o Movimento Passe Livre vai comemorar a redução da tarifa do transporte coletivo, anunciada nessa quarta-feira, 19.

No Rio, o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do governo estadual, já amanheceu cercado de grades para evitar depredação e a Polícia Militar vai distribuir panfletos pedindo que os manifestantes não se envolvam em atos de vandalismo e depredações.

Em Brasília, a polícia bloqueou o acesso ao Congresso. Os servidores do Senado receberam orientações especiais, por e-mail, sobre acesso à Casa. A Polícia Legislativa pediu aos funcionários que não estacionassem ao longo do Eixo Monumental, como de costume, e avisou que a entrada pela chapelaria e pela rampa do prédio ficará restrita a pessoas autorizadas pela Secretaria de Polícia Legislativa a partir de 15 horas.

Há duas manifestações previstas para esta quinta-feira em Brasília: uma com concentração às 16 horas, na Rodoviária do Plano Piloto, e outra que vai reunir manifestantes a partir de 17 horas, no Museu da República. O movimento promete reunir mais do que as 10 mil pessoas que invadiram o gramado e a área de cobertura do Congresso Nacional, onde ficam as cúpulas da Câmara e do Senado, na segunda-feira, 17.

Líder do PT na Casa, o senador Wellington Dias (PT-PI) destacou que a medida é apenas preventiva e visa a evitar danos ao patrimônio público e garantir o funcionamento do Congresso. Ele defendeu o protesto pacífico. "O que for crime deve ser tratado como crime, mas a manifestação deve ser recebida como algo próprio da democracia. É legítima a manifestação, mas também necessário ao País que as instituições funcionem."

Em Porto Alegre, a manifestação pela redução das tarifas do transporte coletivo pode parar o centro antes da hora, nesta quinta-feira. Os comerciantes foram orientados pelo sindicato da categoria a fechar suas lojas às 17 horas. As escolas da região não terão aulas à noite. Dois postos de saúde também anteciparam o final do expediente, das 17 horas para as 16h30. As empresas de transporte coletivo vão manter a tabela de horários, mas admitem que as rotas poderão sofrer desvios se o protesto bloquear algumas ruas pelas quais os ônibus passam.

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana retirou 80 contêineres de coleta de lixo da região central para evitar depredações. Na manifestação de segunda-feira 52 contêineres foram danificados e um ônibus queimado. Além de Porto Alegre, estão previstas outras 20 manifestações semelhantes em cidades do interior do Rio Grande do Sul, entre as quais Bagé, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria, Santana do Livramento e São Leopoldo.

Em Goiânia, o clima é de tensão. O Tribunal de Justiça e a Justiça Federal vão fechar às 15 horas por causa da manifestação marcada para o centro. A PM disse que vai agir com balas de borracha e gás se houver depredação. Os bares foram orientados a nem abrir e escolas centrais estão dispensando os alunos. Tudo indica que a PM vai tentar evitar a chegada dos manifestantes até o Palácio das Esmeraldas, sede do governo. O trajeto da passeata está sendo omitido pelos organizadores.

Em Campinas, interior de São Paulo, escolas e o comércio vão fechar as portas mais cedo por causa do primeiro protesto na cidade, marcado para as 17h, que conta com a confirmação de mais de 70 mil pessoas via internet. Todo efetivo da Guarda Municipal foi convocado e a Polícia Militar reforçou seu efetivo e montou uma operação especial para acompanhar os manifestantes, que sairão do Largo do Rosário, no centro da cidade.

Na região de Ribeirão Preto, mais de 50 mil pessoas já confirmaram presença, via internet, nos protestos que acontecem nesta quinta. Ruas serão interditadas e comerciantes já informaram que vão baixar as portas mais cedo com medo do vandalismo. A Polícia Militar informou que acompanhará os protestos e que intervirá se presenciar a ação de vândalos.

Em Sorocaba, alegando questões de segurança em razão da manifestação marcada para as 18 horas desta quinta-feira na cidade, o juiz diretor do Fórum de Sorocaba, Jayme Walmer de Freitas, teve autorização do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para encerrar o expediente mais cedo. Conforme comunicado divulgado pela subsecção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o expediente será encerrado às 15h30, ao invés de seguir funcionando até as 19 horas - o horário normal.

A concentração para o protesto começa às 17 horas, na Praça Arthur Fajardo (Largo do Canhão), região central da cidade. Líderes dos movimentos que organizam a manifestação decidiram anunciar apenas na hora da saída qual será o destino das marchas. A expectativa é de que um grupo se dirija ao centro administrativo, no Alto da Boa Vista.

O Sindicato dos Condutores de Ônibus informou em nota que as frotas serão recolhidas caso haja agressão ou vandalismo que coloque em risco a integridade de trabalhadores e usuários do transporte público. A direção da Urbes Trânsito e Transportes, órgão municipal de trânsito, desmentiu em nota informações veiculadas em redes sociais de que os terminais de passageiros da cidade seriam fechados durante a manifestação.

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