Cidinha acusa mais três deputados de pressionar Feema

Mais três deputados da Assembléia Legislativa fluminense foram apontados nesta terça, pela deputada Cidinha Campos (PDT), como supostos autores de pressões para forçar funcionários da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) a liberar licenças ambientais, entre elas as de postos de gasolina. Os nomes de Washington Reis, Nelson do Posto (ambos do PMDB) e de Jorge Teodoro, o Dica (PFL), foram citados por cinco servidores em gravação, ao lado dos de Domingos Brazão (PMDB) e Alessandro Calazans (PV), acusados pela deputada de envolvimento com a máfia dos combustíveis. Todos alegam inocência.As acusações contra os cinco deputados foram oficialmente encaminhadas pela deputada à Corregedoria da Assembléia e à comissão criada pela Mesa Diretora para acompanhar o caso. A parlamentar também entregou cópias do dossiê ao Ministério Público Estadual e ao delegado Cláudio Nogueira, da Polícia Federal, que investiga a quadrilha desmantelada pela Operação Poeira no Asfalto. Um dos acusados, Renan de Macedo Leite, era assessor de Brazão. Apesar da denúncia, a deputada ontem se mostrava cética."Acho que isso não vai para a frente", confessou.A deputada disse que os servidores lhe disseram que muitos outros deputados, inclusive federais, além de vereadores, iam à Feema fazer pressão para liberação de licenças. defesa - Prefeito eleito de Guapimirim, Nelson do Posto disse que conversou com a "doutora Isaura" (Isaura Fraga, secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) para conseguir licença para que seu irmão, Celso Costa Melo, pudesse reformar dois postos de gasolina que tem em Três Rios. "Ele estava quase enfartando", declarou Nelson, que alegou não vender mais combustíveis desde 1992. Negou, porém, que sua atuação tenha envolvido o pagamento de "propina". "A Cidinha quer botar ventilador na farofa dos outros", afirmou.Washington Reis, prefeito eleito de Duque de Caxias, prometeu processar Cidinha. "Tenho contato com todos os órgãos estaduais, mas, para pressionar, não", protestou, depois de chamar a pedetista de "maluca". Já Dica afirmou que a última vez em que esteve na Feema foi para tratar da liberação da construção da Vila Olímpica do Vasco da Gama, também em Duque de Caxias, onde foi derrotado na disputa pela prefeitura em 2004. "Eu não pressiono, eu peço". Ele lembrou que, por ser do PFL, não teria condições de ter influência na Feema, num governo do PMDB.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.