Cientistas protestam pela urgência para biossegurança

Cientistas de vários Estados estão fazendo uma manifestação no Salão Verde da Câmara contra a retirada da urgência do projeto de lei de biossegurança. Com a retirada da urgência, a votação da proposta só deverá recomeçar em fevereiro. De acordo com a presidente da Associação Nacional de Biossegurança, Leila Oda, a paralisação da votação do projeto demonstra a falta de perspectiva para a retomada das pesquisas no País. Segundo ela, em 2000 cerca de 200 pesquisas estavam em campo e hoje são apenas 10, o que tem obrigado os cientistas a deixarem o País para não paralisarem suas atividades. Os manifestantes vestem um avental negro no qual está escrivo a expressão "Luto pela Ciência". O professor da USP Ernesto Paterniani disse temer que a posição do Ministério do Meio Ambiente termine por vincular o nome da ministra Marina Silva às indústrias produtoras de herbicidas. PrioridadeA ministra do meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a aprovação do projeto que trata da biossegurança é prioridade do governo, mesmo com o anúncio feito ontem da retirada de urgência para a sua votação na Câmara. Segundo ela, a determinação do governo é que a urgência constitucional será pedida novamente em fevereiro para que a proposta seja votada rapidamente. "Quem está seguro do que está propondo e fazendo, não tem medo de enfrentar o debate", disse a ministra. "A discussão correta não é criar formas de atropelar o debate, mas sim fazer com que ela possa acontecer de forma consistente." A ministra reafirmou que o projeto é adequado e que foi construído com a participação de 11 ministérios durante 11 meses de debate. "O projeto salvaguarda os interesses da pesquisa, dos consumidores e do setor produtivo", disse ela ao participar da sessão solene em homenagem ao seringueiro Chico Mendes.

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