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Cinco estão presos por pedofilia e tráfico de mulheres no CE

Das onze pessoas presas nesta segunda-feira em Fortaleza acusadas de pedofilia e tráfico internacional de mulheres, cinco permanecem recolhidas na carceragem da Polícia Federal (PF). Os turistas alemães e italianos e um motorista de táxi - suspeito de transportar as pessoas envolvidas no esquema - foram liberados por falta de provas.O alemão Oliver Frank Günther, de 41 anos, e a mulher dele, a brasileira Francisca Cristiane Lima de Oliveira, de 32, acusados de comandarem o esquema, permanecem presos juntamente com a pernambucana Fabiana Santos de Mendonça e outras duas mulheres.O grupo foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico e aliciamento de mulheres, favorecimento à prostituição e pedofilia. De acordo com o superintendente da PF no Ceará, João Batista Paiva Santana, também está sendo apurado o envolvimento da quadrilha no esquema de tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro.Material apreendidoNo apartamento de Fabiana, localizado na Praia de Iracema, foram achados disquetes e fotografias com imagens da própria filha dela, de apenas cinco anos, em poses eróticas.Em Recife (PE) não foram feitas prisões, mas a PF cumpriu dois mandados de busca em apartamentos localizados em Jaboatão dos Guararapes, onde também foram encontrados materiais pornográficos. Os imóveis são apontados pela polícia com sendo de Fabiana.Denúncia e investigaçõesO esquema foi denunciado por organizações não-governamentais (ONGs) européias e há dois meses o serviço de inteligência da PF vinha trabalhando no caso.Na operação, que recebeu o nome de "Mucuripe", em referência ao bairro de Fortaleza usado para os encontros, trabalharam 50 agentes e delegados da PF do Ceará, Pernambuco e Distrito Federal.Um "site" alemão (www.brasilclub.de) - onde eram oferecidos pacotes turísticos com mulheres de Fortaleza e Recife - levou a PF a desbaratar a quadrilha.Próximos passosA polícia aguarda a prisão na Alemanha de um suposto sócio de Oliver Günther, o alemão Siegmund Stills, conhecido por Siggs. Ele é apontado pela Interpol como o responsável por fazer os contatos com os clientes na Europa.Os pacotes oferecidos pela quadrilha incluíam hospedagem por até duas semanas e os favores sexuais das mulheres que tinham suas fotos divulgadas no site. Os valores cobrados eram de dois a três mil euros, mais 750 euros com a inclusão da garota de programa. Em reais, o pacote chegava a mais de R$ 12 mil. Os clientes, quase todos europeus, podiam escolher mulheres por fotos ou indicando raça, peso, altura e idade.Na casa de Oliver Günther, localizado na Aldeota, bairro nobre da capital cearense, foram encontradas fotos de crianças nuas e simulando cenas de sexo. A polícia também apreendeu computadores.A análise do material começou a ser feita nesta terça-feira. A PF descobriu que a mulher dele, Cristiane, tem duas empresas registradas em Fortaleza - um restaurante e uma de carros importados -, mas que só existem no papel. Suspeita-se que estas empresas seriam usadas para lavagem do dinheiro ganho com o turismo sexual e a pedofilia.

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