Cinco passaportes: mineiro, mexicano ou colombiano?

Um só homem com cinco passaportes e uma certeza: não se sabe qual a sua verdadeira nacionalidade. Essa é a conclusão dos policiais espanhóis, embora o único documento oficial de Santamaría apresente como local de nascimento Guadalajara, no México. Apontado, como homem forte dos cartéis colombianos de distribuição de cocaína na Europa, ele tentava viver totalmente às escondidas no Brasil. Detido em maio no País, Manoel Oliveira só começou a chamar a atenção da polícia por se apresentar como mineiro de Borda da Mata, mas ter sotaque espanhol. E começou a fugir do convívio com outros presos e até mesmo com o advogado. Em janeiro, no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, El Negro se recusou a falar oficialmente com os policiais que o procuraram para tentar esclarecer sua prisão - embora seu sotaque já levantasse suspeitas. Após uma autorização judicial para ser interrogado na Divisão-Geral de Investigações do Departamento de Investigações Sobre Crime Organizado (Deic), na zona norte, anteontem, ele foi flagrado diversas vezes falando palavras enroladas misturando português com espanhol. Após a investigação das fichas de várias empresas suspeitas de lavagem de dinheiro para o narcotráfico e da confrontação das fotos com os arquivos da Interpol, chegou-se "supostamente" ao verdadeiro nome do megatraficante. O mexicano, no entanto, negou todos os crimes. Passou a dizer que era colombiano. Contraditoriamente, informou ser amigo de Abadía.

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