Cinegrafista ajudou resgate

Jornalista morto iluminou local do acidente

O Estadao de S.Paulo

11 Outubro 2007 | 00h00

Descanso (SC) - O resgate do ônibus de bóias-frias, que havia batido de frente com uma carreta e caído numa ribanceira, enfrentava dificuldades pelo fato de ocorrer em um trecho montanhoso, sem aparelhos de emergência nem sinal de celular. Foi necessário utilizar o equipamento de um cinegrafista da RBS TV Chapecó, Evandro Troian, de 33 anos, para iluminar a área. Dezenas de jornalistas acompanhavam o resgate e todos foram surpreendidos por uma carreta desgovernada. Além de Troian, morreram na rodovia o radialista Valdik Lucas Rupulo, de 33 anos, das Rádios Peperi e Cedro, e a repórter Elisandra Lucotti, de 26, do jornal Folha do Oeste. O corpo de Evandro seria sepultado no fim da tarde de ontem, em Terra Roxa, no noroeste do Paraná. O cinegrafista já chegou morto ao Hospital São José, em Maravilha, onde foram atendidos 18 feridos do duplo acidente ocorrido em Descanso. Uma família inteira morreu na BR-282. Marco Aurélio Matthes, de 39 anos, era motorista há 18 anos e dirigia o caminhão que causou o primeiro acidente, ao tentar uma ultrapassagem pela contramão. Com ele, estavam a mulher, Erisoni da Silva Pinto, de 38 anos, e os filhos Luís Eduardo, de 4, e Emanuelle Thaís, de 3. A família retornava da cidade de Dourados, com uma carga de soja, em direção a Encantado (RS), no Vale do Taquari. Além dos que trabalhavam na ribanceira da BR-282, pessoas que ficaram presas no bloqueio e desceram dos carros para acompanhar a movimentação também morreram. Foi o caso de Nestor Jorge Dalpian, de 51 anos, que saiu de Encantado a serviço. Estava com o caminhão parado por causa do congestionamento provocado pelo primeiro acidente. O mesmo ocorreu com Roberto Carlos de Castro, de 38 anos, de Chapecó - afastado do trabalho por problemas de saúde, ele viajava junto com outro caminhoneiro, parou na fila de carros e desceu para ver o resgate.

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