Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Cinzas cancelam voos no Cone Sul; passageiros reclamam de informações

Aeroportos de Buenos Aires estão fechados; TAM e Gol pedem que clientes entrem em contato

Estadão.com.br,

13 de junho de 2011 | 08h55

SÃO PAULO - A nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue voltou a atrapalhar a vida dos moradores do Cone Sul da América do Sul. No Brasil, voos para a Argentina e Uruguai operados pela TAM e Gol foram cancelados nesta segunda-feira, 13, e passageiros reclamam da falta e do desencontro de informações. Os dois principais aeroportos argentinos em Buenos Aires permanecem com operações suspensas ao menos até a tarde. Os voos de ao menos oito países do continente foram afetados.

 

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o boletim mais recente do Volcanic Ash Advisory Centres da Argentina, das 5h30, apontava que as cinzas entrou mais uma vez no espaço aéreo da Argentina e Uruguai. O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) informa que está monitorando atentamente a evolução do quadro pela proximidade com a Região Sul do Brasil. Ontem, o relatório não apontava presença da nuvem no espaço aéreo brasileiro.

 

Segundo a Infraero, até as 10h, dos 60 voos internacionais previstos 18 foram cancelados - sendo cinco da Gol e três da TAM - e outros 11 tiveram atrasos em todo o País. Em nota, as duas companhias brasileiras que operam voos na região pediram para que os clientes com voos cancelados para Buenos Aires e Rosário, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai, entrem em contato com o setor de atendimento.

 

No Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, os guichês das companhias tinham filas e os saguões estavam cheios nesta manhã. Os passageiros reclamavam da falta e desencontro de informações. "Cancelaram (meu voo) por causa do mau tempo, mas não disseram se era o vulcão ou não. Vou aguardar. Não sei se vão remarcar ou se vai cancelar. Fiquei 10 minutos no teleatendimento e ninguém atendeu", disse o médico Cassiano Figueiredo, com voo marcado para a Argentina pela TAM.

 

A situação da dentista Isabela Nogueira, com passagem comprada para Buenos Aires pela Gol, era semelhante. "Ouvi pela rádio e ouvi que o voo havia sido cancelado. Eles disseram que talvez pode haver outro voo a tarde, mas não deram certeza. Estou pensando em cancelar porque não há previsão. Já nos mandaram para três filas para tirar informações. Também ligamos, mas o sistema estava fora do ar", reclamou.

 

Previsão. A decisão de manter os terminais aéreos de Buenos Aires fechados foi tomada ontem à noite por precaução devido a uma nova nuvem de cinzas. As operações estão suspensas, inicialmente, até as 14 horas nos aeroportos internacional de Ezeiza e no metropolitano Aeroparque. Por volta do meio-dia, o comitê de crise fará uma avaliação sobre as condições meteorológicas.

 

Nevoeiro. A neblina que encobre a região da capital paulista prejudica as operações nos aeroportos de Congonhas, na zona sul da cidade, e Campo de Marte, na zona norte.

 

Em Congonhas, os pousos foram suspensos das 8h31 até as 8h40, momento em que o aeroporto passou a operar para pousos com o auxílio de instrumentos. Já o Campo de Marte não abriu conforme o previsto as 6 horas devido a falta de visibilidade. As 9h30, os voos permaneciam suspensos.

 

O Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, opera com instrumentos, mas os voos ocorrem normalmente.

 

(Com Elaine Freires, Mariana Guimarães, Pedro da Rocha e Priscila Trindade)

 

Atualizado às 10h01

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.