Circulação de ônibus em SP está normalizada

Depois de dois dias seguidos de greve, os motoristas e cobradores das 30 empresas de ônibus regulamentadas na cidade de São Paulo resolveram voltar ao trabalho e assim não comprometem mais uma vez o dia de pelo menos 3,5 milhões de paulistanos que dependem do transporte por ônibus. Em uma audiência no final da tarde de ontem no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a Prefeitura prometeu ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores que pagará durante 15 dias os vencimentos dos 10.800 trabalhadores que estão sendo ameaçados de ficar sem emprego após a Secretaria de Transportes descredenciar do sistema oficial nove empresas que estavam sob intenvenção da São Paulo Transportes (SPTrans).As nove empresas que passam a ser consideradas clandestinas são: Santa Bárbara, São Judas, Parelheiros, Transportes Urbanos Cidade Tiradentes, América do Sul, Serra Negra, Marazul e Solution Bus. A Prefeitura também prometeu tentar junto às 30 empresas de ônibus regulamentadas que os funcionários das viações lacradas sejam absorvidos nas demais garagens. Segundo a SPTRans, desde às 4h desta quarta-feira, a circulação de ônibus na capital paulista já estava normalizada e não houve registro de incidentes. Durante os dois dias de greve, 140 ônibus foram apedrejados ou incendiados em atitude de represália de motoristas e cobradores que impediam a circulação de coletivos por parte dos colegas que não aderiram à paralisação.

Agencia Estado,

09 de abril de 2003 | 07h01

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