Ciro esquece mágoas, encontra petista e até vai gravar para TV

Em abril, ele havia dito que não iria de jeito nenhum ao horário eleitoral gratuito declarar seu voto

Vera Rosa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

Depois de dizer que o candidato do PSDB, José Serra, é o "mais preparado" para enfrentar qualquer crise nos próximos anos, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) vai se reconciliar com a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT). Dilma e Ciro vão almoçar juntos amanhã, em Brasília. No cardápio está a participação dele na campanha petista. Com a ajuda do governador de Pernambuco, Eduardo Campos - que preside o PSB -, a equipe do PT convenceu Ciro a gravar um depoimento para o programa de TV de Dilma no horário eleitoral gratuito.

Desde que foi obrigado pela cúpula do PSB a desistir da disputa ao Palácio do Planalto, Ciro deu várias estocadas no PT, no presidente Lula e em sua própria legenda. "Não me peçam para ir à TV declarar o meu voto, que eu não vou", desabafou ele, em abril, após afirmar que Lula estava "navegando na maionese".

No auge das alfinetadas, Ciro submergiu, furioso com o diagnóstico de Lula de que deveria haver apenas um candidato da base aliada para enfrentar Serra. Não apareceu nem no ato político do PSB, há nove dias, quando o partido entregou a Dilma as propostas para o programa de governo e declarou apoio a ela.

"Eu passei por um momento de grande tristeza e me senti feito de bobo, mas não sou de cultivar mágoa", confessou. Ferrenho adversário de Serra, Ciro diz ser amigo de Dilma, uma mulher que define como "batalhadora" . Em conversas reservadas, o ex-ministro da Integração no primeiro mandato de Lula contou que os elogios ao tucano foram feitos num momento de grande desilusão política.

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