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Ciro troca insultos com adversário do irmão no Ceará

Deputado e coordenador da campanha do PR ao governo quase se atracaram na saída do debate de anteontem

Carmen Pompeu / FORTALEZA ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2010 | 00h00

Depois do debate entre os candidatos a governador do Ceará realizado ontem na TV Verdes Mares (afiliada da Rede Globo), o clima esquentou. O deputado federal Ciro Gomes (PSB) e o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), trocaram insultos e até agressões físicas.

Ciro é irmão do governador Cid Gomes (PSB) e coordena a campanha de reeleição dele, enquanto Pessoa tem o cargo de coordenador político do candidato a governador pelo PR, Lúcio Alcântara. Os dois quase se atracam, depois de chamarem um ao outro de "vagabundo" e "ladrão".

No debate, os candidatos demonstravam tranquilidade, mas os assessores estavam visivelmente tensos. A confusão se formou na hora em que Cid Gomes concedia entrevista, após o término do debate.

Ciro Gomes e Roberto Pessoa começaram a trocar insultos e acusações. Assessores das coligações de Cid e de Lúcio entraram em ação e evitaram agressões físicas. Pessoa gritava pedindo esclarecimentos sobre denúncias das revistas Veja e Época, que acusam os irmãos Cid e Ciro de desvio de R$ 300 milhões de recursos federais.

Enquanto Ciro e Pessoa gritavam palavras de baixo calão, Cid Gomes foi retirado do local por seus assessores. Depois do tumulto, Ciro evitou a imprensa e saiu sem dar declarações. Roberto Pessoa contou que recebeu um puxão de nariz de Ciro Gomes e revidou pisando no pé do deputado federal.

PARA LEMBRAR

O deputado cearense Ciro Gomes pretendia ser candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, a pedido do próprio Lula, chegou a transferir seu domicílio eleitoral para a capital paulista para concorrer ao governo de São Paulo. Sua pretensão de se candidatar à sucessão de Lula perdeu força dentro do próprio PSB depois de um artigo do deputado no início de abril, em que criticava a sigla. Desde então, Ciro manteve-se isolado, comunicando-se apenas por meios eletrônicos. Logo após o partido vetar sua candidatura à Presidência, o deputado afirmou que acataria a decisão da legenda, mas que não iria se envolver na campanha da petista nem pedir votos para ela na televisão.

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