Cirurgião não vai ajudar polícia a reconstituir crime

O médico Farah Jorge Farah, de 53 anos, que confessou ter assassinado a ex-amante Maria do Carmo Alves, de 46 anos, não vai comparecer à reconstituição do crime marcada pela polícia para este domingo. Segundo o advogado Roberto Podval, que defende Farah, seu cliente está doente e sem forças para suportar uma reconstituição.O advogado explicou que Farah não lembra o que aconteceu entre o momento em que foi atacado pela ex-amante, com uma faca, no começo da noite da sexta-feira, e o sábado à noite, quando telefonou para o irmão Slema Jorge Farah, na praia, informando que matara Maria do Carmo. Até agora, só se sabia que ele havia falado sobre o crime com a sobrinha.O delegado Ítalo Miranda Júnior, responsável pelas investigações, informou que a reconstituição deverá eliminar várias dúvidas. "Quero saber em que parte da clínica ele estava quando Maria do Carmo chegou e como fez para dominá-la e matá-la. Quero saber ainda se ela estava dopada e com que foi dopada para que ele pudesse esquartejar o corpo."Miranda Júnior e os diretores do Instituto de Criminalística estiveram nesta sexta-feira na clínica da Rua Alfredo Pujol em busca de mais provas contra Farah. A fachada da clínica foi pichada. Os peritos usaram um produto químico e encontraram manchas de sangue apesar de o médico ter lavado com água sanitária as paredes, o chão da sala de cirurgia, do corredor e do banheiro.Nesta sexta, cinco pessoas foram ouvidas no inquérito. Entre elas, o irmão de Farah, Slema, e a sobrinha Angélica Homsi Galesi. Os dois disseram que todos na família sabiam das ameaças recebidas por Farah. "Era uma paixão doentia. Maria do Carmo chegou a telefonar dezenas de vezes num só dia, e ele estava enlouquecendo", contou o irmão.

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