Clã Viana terá as rivais Dilma e Marina em seu palanque no Acre

Candidato tucano ao governo e aliado do PMN vão reforçar a campanha de Serra, que pode ter apoio do PMDB no Estado

Nayanne Santana, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2010 | 00h00

No Acre, as duas pré-candidatas à Presidência da República, a senadora Marina Silva (PV) e a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), vão subir no palanque do petista Tião Viana, candidato a governador. Já o presidenciável tucano, o ex-governador José Serra, terá palanques do PSDB e do PMN para fazer campanha no Estado.

Além do senador Tião Viana, outros dois candidatos já confirmaram que vão concorrer ao governo do Estado: o vereador Rodrigo Pinto (PMDB), de Rio Branco, e o tucano Tião Bocalom. O PSOL também pretende entrar na disputa, mas ainda não definiu o nome.

Marina, que deixou o PT no ano passado, vai apoiar a campanha de dois velhos amigos: o senador petista e seu irmão, o ex-governador Jorge Viana (PT), que agora vai concorrer ao Senado. A presidenciável do PV já declarou que pedirá votos para Tião Viana.

O senador, por sua vez, informou que ele e os outros candidatos do PT e do PC do B que fazem parte da coligação Frente Popular do Acre (FPA) pedirão votos para a pré-candidata do PT à Presidência. "Não haverá constrangimento algum em pedir votos para Dilma na terra da Marina", argumentou Jorge Viana.

Corrida ao Senado. Edvaldo Magalhães (PC do B), Sérgio Petecão (PMN) e João Correia (PMDB), além de Jorge Viana, vão participar da corrida pelas duas cadeiras do Senado que serão renovadas. O senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC) também pode tentar a reeleição, mas isso ainda não está confirmado.

Serra vai subir no palanque de Petecão, do PMN, e de Bocalom, do PSDB. O presidenciável tucano também poderá ter apoio do PMDB, que lançou o vereador Rodrigo Pinto ao governo. "A única coisa que está definida é que o PMDB não apoiará a Dilma", garantiu o presidente estadual do PMDB, deputado Flaviano Melo.

Na semana passada, Geraldo Mesquita declarou que apoiará a candidatura de Serra. Em discurso na tribuna do Senado, o peemedebista já defendeu o apoio ao pré-candidato tucano.

Marina também terá palanque próprio, segundo o comando estadual do Partido Verde. Ela será apoiada pelo deputado federal Henrique Afonso (PV-AC).

Líderes dos partidos de oposição tentaram montar um "chapão" para disputar as eleições de outubro contra a coligação governista do PT e PC do B. Mas a falta de consenso na hora de escolher nomes para governo e Senado impediu o entendimento.

Adesão do PPS. Depois de negociar com o PMDB, o PPS preferiu fechar acordo com o PSDB, aderindo à candidatura de Bocalom para governador, e com o PMN, apoiando Petecão para o Senado.

A agenda dos candidatos indica que haverá aumento de viagens e compromissos pelo interior do Estado. Jorge Viana e Edvaldo Magalhães foram aos municípios de Santa Rosa, Plácido de Castro e Bujari na semana passada. Rodrigo Pinto também visitou Juruá e municípios do extremo oeste do Acre. O objetivo das viagens, segundo os candidatos, é ouvir a população sobre seus problemas e necessidades.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.