Clássicos em um mundo novo

A formação de uma orquestra sinfônica mobilizou 13 milhões de pessoas que, no YouTube, selecionaram 90 artistas de um total de 3 mil candidatos de 70 países. Juntos, eles vão tocar em Nova York uma obra do chinês Tan Dun. É preciso esperar o concerto para saber qual o resultado artístico da empreitada. Mas o aspecto mais importante da iniciativa do YouTube nada tem a ver com a qualidade musical da apresentação. No senso comum, a música clássica e a ópera persistem como formas de arte anacrônicas, alvos do interesse de poucos e empedernidos fãs. Um projeto como o do YouTube mostra que não é bem assim. Há uma legião de interessados mundo afora. E o casamento entre uma arte centenária e as novas tecnologias é um passo importante para inserir a música clássica de maneira mais ampla na sociedade. No fundo, o que importa é entender os estímulos de nosso tempo para dar vazão ao que a arte tem de mais atemporal: a capacidade de mexer com a emoção da pessoas.

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