Clientes de agência de viagem reclamam de calote no Recife

Ao menos 30 procuraram a delegacia, denunciando empresa por estelionato por não fornecer pacotes pagos

Angela Lacerda, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2008 | 16h07

Pelo menos 30 pessoas procuraram, nos últimos dois dias, a delegacia de Repressão ao Estelionato, no Recife, para prestar queixa contra a agência de viagens Contact Travel, que os teriam lesado, vendendo passagens e pacotes de viagem fantasmas. Nesta terça-feira, 16, o advogado Marcus Alves, 30 anos, e sua mulher, Helena Rocha, demonstraram revolta e decepção ao preencher um boletim de ocorrência e contar sua desventura ao delegado Eriberto Guerra. Os clientes enganados estão dispostos a lutar para punir a agência e conseguirem seu dinheiro de volta.   Veja também: Infraero inicia operação para evitar problemas nos aeroportos   Recém-casados, iriam iniciar no dia 21 o que Marcus chama de "a viagem dos sonhos" - 13 dias em Paris, Madri e Lisboa. Desde maio programaram a lua-de-mel, e, com muita economia, desde então começaram a pagar a parte aérea e hospedagem em hotéis nas três capitais européias. No dia 8, tiveram um encontro com a funcionária da agência, Sara Lucena, que os atendia, para finalizar os detalhes. Há poucos dias, receberam a informação da empresa aérea TAP cancelando as passagens. Ligaram para hotéis e descobriram que não há reserva no seu nome.   "Vamos entrar com ações cautelares contra a empresa a fim de conseguir o ressarcimento do que pagamos e também por danos morais", afirmou Marcus Alves, ao estimar um prejuízo em torno de R$ 7 mil. Segundo ele, a agência foi escolhida depois de verem um anúncio na internet. A agência oferecia vantagens que os atraiu. Romero Néri também prestou queixa na mesma delegacia e disse que a agência conseguia preços mais baratos do que se adquirisse os tíquetes na internet.   Ele comprou recentemente bilhetes de ida e volta para Belo Horizonte e para São Paulo. Conseguiu fazer a primeira viagem sem problemas. A segunda fez o trecho de ida. Na volta - São Paulo/Recife - teve que comprar um novo bilhete, porque seu nome não estava na lista e o seu vaucher não tinha validade. Pagou R$ 800,00 pelo trecho - a ida e volta havia sido adquirida por R$ 500,00. Ele ainda suspeita de que a agência tenha usado seu cartão de crédito para outras compras que ele não realizou.   A empresa, que funciona na Avenida Conselheiro Aguiar, 4.189, no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife, está fechada. Os telefones celulares de Sara Lucena estão desligados. O delegado abriu inquérito, está ouvindo depoimento das pessoas e ainda não identificou o dono da agência. Segundo Romero Néri, em um dos documentos que possui da agência, a matriz da empresa fica no Rio, sob o nome Contact Travel Empreendimentos Turísticos Ltda., na Rua Uruguaiana, 55, sala 619.  

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