Clima entre rebelados é calmo, diz detento

Em entrevista à Rádio Eldorado, via celular, um preso, que se identificou apenas como José e que está entre os rebelados no interior da Casa de Detenção, no Complexo do Carandiru, na zona norte da capital paulista, disse que o clima na carceragem é calmo. Segundo o detento, os familiares dele e de seus colegas não podem ser considerados reféns, pois todos dormem e querem ficar ao lado dos detentos, para ter certeza de que a integridade física de todos não será comprometida.O rebelado afirmou que os tiros que mataram alguns detentos no final da tarde de ontem foram disparados pelos ?muralhas?, os guardas que fazem a segurança do Complexo. Segundo José, a permanência de familiares junto aos presos garante que não ocorra mais um massacre. "Nós temos medo de que ocorra o mesmo de outubro de 1992, quando a polícia invadiu e111 presos foram mortos.", afirmou o detento.Ao ser questionado sobre como os presos conseguem obter telefones celulares, José não quis entrar em detalhes, mas disse que é muito difícil conseguir um aparelho e que, minutos antes da vistoria, os celulares são jogados fora.

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