CNBB alertou governo do Rio sobre riscos de Benfica

Os Bispos da Regional Leste da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) encaminharam uma "carta aberta" àgovernadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, onde afirmam que a "Pastoral Carcerária já havia alertado o governo para o real perigo de se colocar, no mesmo espaço físico, facções rivais do crime" organizado que age no estado.A carta foi entregue na manhã de hoje, segundo a Agência Brasil, depois da crise ocorrida na Casa de Custódia de Benfica, na Zona Norte da Cidade, onde foram mortos 30 presidiários e um agente penitenciário e 14 detentos fugiram. O documento foi encaminhado também aos presidentes da Assembléia Legislativa e da Câmara Municipal, ao prefeito César Maia, aos presidentes dos tribunais de Justiça, de Contas do Estado, Regional do Trabalho e Regional Eleitoral. Também receberam o documento o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e os comandantes Militar do Leste e do 1o Distrito Naval.Preparada durante Assembléia Regional da CNBB, realizada com os bispos do Leste e os coordenadores da Pastoral Carcerária, a carta lembra à governadora que a Pastoral Carcerária tem encontrado "graves dificuldades" para dar continuidade ao seu trabalho junto aos presos. "É importante ressaltar", diz ainda , "que a última pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que 30% do efetivo carcerário se declararam católicos".O documento acusa o governo do Rio de ter determinado a retirada do bispo da Igreja Católica que estava na Casa de Detenção, "por determinação do próprio secretário de Segurança, Anthony Garotinho". Creditam ao secretário de Segurança a responsabilidade de, paralelamente, afastar os negociadores do estado quando estes já estavam próximos de uma solução, para passar o comando a "pessoa do seu interesse" ? neste caso a um pastor de uma Igreja Evangélica da Baixada Fluminense.

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