CNBB classifica de barbárie assassinato de garoto no Rio

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Odilo Scherer, classificou como barbárie a morte de João Hélio Fernandes, de 6 anos, que foi arrastado na quarta-feira no Rio por sete quilômetros. Mesmo sabendo que a criança estava presa no carro, os assaltantes continuaram dirigindo. "A notícia deste crime choca. E como", afirmou d. Odilo. "Ele foi de uma insensibilidade humana tremenda que toda sociedade civilizada tem de condenar", completou. Para d. Odilo, no entanto, o episódio não deve reavivar a discussão sobre a mudança do prazo para a maioridade penal, que hoje é de 18 anos. "Seria reagir sob o pânico", afirmou. Pelo menos um dos suspeitos do crime é menor e outro tem 18 anos. D. Odilo está convicto de que a redução da maioridade penal não solucionaria o problema da violência. Ele, admitiu, no entanto, ser preciso repensar nos prazos hoje estipulados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente para medidas punitivas, que, em sua avaliação, nem sempre são suficientes. "Indivíduos de alta periculosidade não podem voltar tão rapidamente para o convívio da sociedade", afirmou. "O presidente da CNBB, cardeal Geraldo Majella Agnelo, por sua vez, avalia que o estatuto não deve ser alterado. "O Estatuto já é bem pormenorizado", afirmou. Ele considera ainda que a redução da idade para maioridade penal não traria como reflexo a redução da violência.

Agencia Estado,

09 Fevereiro 2007 | 19h08

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