CNBB parabeniza petista e cobra fidelidade a promessas

Em nota, bispos fazem apelo a eleitores: 'Cabe, agora, a todos nós a[br]irrenunciável tarefa de acompanhar os eleitos'

José Maria Mayrink, O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2010 | 00h00

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou ontem nota, com data de 31 de outubro, saudando a presidente eleita Dilma Rousseff por sua vitória e cobrando dela, como dos demais eleitos - deputados estaduais e federais, senadores e governadores - fidelidade no cumprimento das promessas apresentadas durante a campanha.

"A CNBB cumprimenta de maneira especial a Sra. Dilma Rousseff, eleita presidente da República, a quem caberá dirigir os destinos da na nação brasileira nos próximos quatro anos", diz a nota, assinada pelo presidente da CNBB, d. Geraldo Lyrio Rocha, pelo vice-presidente, d. Luiz Soares Vieira e pelo secretário geral, d. Dimas Lara Barbosa.

Os bispos lembram que, "passadas as eleições, o compromisso de todos é unir os esforços na construção de um Brasil com paz, justiça social e vida plena para todos". O texto acrescenta que "pesa sobre os ombros de cada eleitor a responsabilidade de corresponder plenamente às expectativas e à confiança, não só de seus eleitores, mas de toda a nação". A nota faz também um apelo aos eleitores: "Cabe, agora, a todos nós, brasileiros e brasileiras, a irrenunciável tarefa de acompanhar os eleitos no exercício de seu mandato, a fim de que não se percam nos caminhos do poder de que foram revestidos".

Antes das eleições, o episcopado procurou manter uma posição de neutralidade. Sem citar nomes, os bispos recomendaram aos fiéis que escolhessem nas urnas pessoas comprometidas com os valores éticos, políticos, econômicos e sociais, de acordo com sua consciência.

Quando o papa Bento XVI condenou o aborto e afirmou, em discurso aos membros do Regional Nordeste 5, do Maranhão, três dias antes das eleições, que os bispos deveriam usar o direito do voto para escolher aqueles que defendem o bem comum, a CNBB disse que já vinha seguindo essa orientação e que estavam em sintonia com o Vaticano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.