CNT diz que 69% das estradas do País estão em situação péssima

Apesar disso, houve melhora em quase 5% das rodovias, segundo comparação feita entre 2007 e este ano

Leonardo Goy, Agência Estado

28 de outubro de 2009 | 12h13

A Pesquisa Rodoviária 2009 da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que 69% das estradas brasileiras estão em condições péssimas, ruim ou regular para o tráfego. No entanto, na comparação entre 2007 e este ano, houve queda de quase 5% no número de rodovias nessas situações. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, 28, a melhora nas condições das estradas brasileiras - federais, estaduais e concedidas à iniciativa privada - foi de 26,1% para 31% (rodovias avaliadas como ótimas ou boas).

 

Veja também:

documento Mapa com a classificação das estradas

documento Evolução das condições nas rodovias

 

Para realizar a pesquisa, a CNT avaliou as condições de 89.552 quilômetros de rodovias, sendo 75.337 sob gestão pública, federal ou estadual, e 14.215 quilômetros da malha administrada pela iniciativa privada.

 

Apesar de elogiar os investimentos do governo na recuperação das rodovias - de R$ 23 bilhões desde 2003, segundo a CNT - o presidente da entidade, Clésio Andrade, disse que muito ainda precisa ser feito. Segundo cálculos da CNT, para que todos os trechos de rodovias mal avaliados fossem recuperados, seriam necessários investimentos de, no mínimo, R$ 32 bilhões.

 

Andrade aproveitou a entrevista para divulgação dos balanços para engrossar o discurso do governo contra as paralisações de obras, tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto por órgãos ambientais. Segundo ele, as obras paralisadas em rodovias, somente neste ano, geraram um prejuízo de R$ 745,5 milhões, causado pelo aumento do custo operacional do transporte de cargas.

 

A pesquisa da CNT mostrou que as rodovias federais foram as que mais melhoraram. Segundo o levantamento, 33,1% da malha federal está, neste ano, em condições ótimas ou boas. Em 2007, esse porcentual era de 25,8%. As rodovias sob concessão praticamente se mantiveram no mesmo elevado patamar de avaliação, com 76,5% de ótimo e bom, porcentual ligeiramente inferior aos 77,6% de 2007. As rodovias estaduais também praticamente não tiveram mudanças em sua situação, com a avaliação positiva passando de 26,9% para 26,2%.

 

A pesquisa, porém, destaca alguns pontos críticos verificados em toda a malha rodoviária nacional. Considerando todos os 89,5 mil quilômetros, cerca de 54% (48,6 mil quilômetros) estão com o pavimento regular, ruim ou péssimo. Em 57,2 mil quilômetros, ou 63,9% da malha estudada, a sinalização tem algum tipo de problema. A CNT constatou também que em 41,4 mil quilômetros (46,3%) não há acostamento.

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