Coberturas online e esportiva são focos de congresso

Começa hoje em SP o 6º Congresso Internacional de Jornalismo, organizado pela Abraji; proximidade da Copa estimula debates

, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2011 | 00h00

O 6.º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que tem início hoje na capital paulista, terá como foco o jornalismo online, mas, por conta da proximidade da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, vai privilegiar debates sobre a cobertura de eventos esportivos no País.

"Temas clássicos já consagrados em outras edições - como reportagem com auxílio do computador, investigação de crime organizado e fundamentos da reportagem - também farão parte da programação", diz Guilherme Alpendre, gerente executivo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entidade que promove o evento.

Durante três dias, serão mais de cem palestrantes do Brasil e exterior em cerca de 70 mesas, painéis e oficinas de treinamento. O correspondente do Estado em Paris, Andrei Netto, vai participar de uma mesa de discussão que pretende abordar as medidas de proteção para jornalistas durante a cobertura de conflitos armados. Em março, Netto ficou oito dias preso quando estava na Líbia cobrindo as rebeliões do mundo árabe.

O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, o repórter da sucursal de Brasília Leandro Colon, e a jornalista Claudia Belfort, responsável pelos conteúdos digitais do Estado, são alguns dos nomes que também confirmaram presença no evento.

Homenagem. Amanhã, a Abraji vai homenagear o jornalista e professor Rosental Calmon Alves, fundador e atual diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.

Natural do Rio de Janeiro, Calmon Alves é considerado um dos grandes teóricos do jornalismo na web da atualidade. Foi o responsável pelo lançamento, em 2005, da primeira versão online de um jornal no Brasil.

"Ele é uma das pessoas que mais têm contribuído para o jornalismo em todos os países latino-americanos e é peça-chave para esse novo momento do jornalismo que tem se mostrado um pouco mais colaborativo e menos competitivo", afirma Alpendre.

WikiLeaks. O jornalista islandês Kristinn Hrafnsson, visto como o "segundo homem" que representa o grupo WikiLeaks ao lado de Julian Assange, também vai participar do congresso.

Na sexta-feira, Hrafnsson vai discutir os impactos da iniciativa que tornou públicos dezenas de milhares de documentos diplomáticos de diferentes países do mundo para o jornalismo investigativo.

PROGRAMAÇÃO

Hoje

9h: Medidas de proteção para jornalistas em cobertura de conflitos armados

Amanhã

9h: WikiLeaks: Impactos dos vazamentos para o jornalismo investigativo

11h: Homenagem a Rosental Calmon Alves: O estado do jornalismo investigativo e seus desafios na era digital

16h: Acesso a Informações Públicas: exemplos que vêm de fora

16h: Conflitos no mundo árabe: notícias do front

Sábado

11h: Investigação em esportes: conluios da Fifa e do COI

11h: Lei de Acesso a Informações Públicas no Brasil: Mapa de Acesso 2011

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