Coleta seletiva municipal em SP faz 1 ano. Tímida

São Paulo separa cada vez mais os recicláveis do lixo comum, mas o Coleta Seletiva Solidária, programa municipal que completa um ano hoje, registra participação pequena. Das cerca de 8.700 toneladas diárias de resíduos produzidas pela cidade, 65 vão para uma das 11 centrais de triagem abertas pela Prefeitura em 12 meses. A estrutura existente poderia lidar com quase quatro vezes mais material. Uma das causas para essa ociosidade é um dos calcanhares-de-Aquiles da gestão Marta Suplicy (PT), constantemente criticada pelos gastos com publicidade. A divulgação em torno do programa restringiu-se à distribuição de panfletos nas áreas atendidas pela coleta seletiva domiciliar - iniciada em setembro em 45 dos 96 distritos - e ligações telefônicas. Pouco foi dito, por exemplo, em relação aos 2.200 Postos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados pela cidade. Para o coordenador do Coleta Seletiva Solidária, Rubens Xavier Martins, os resultados estão dentro do esperado e são motivo de comemoração. A primeira central foi inaugurada há um ano na Mooca, dois meses antes de entrar em vigor a taxa do lixo. "Nessa época, reciclávamos 1 tonelada por dia. Aumentar a quantidade é uma questão de tempo e de a rede atender a todo o município."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.