Colete de cinegrafista morto no Rio não protegia contra tiro de fuzil

Segundo Sindicato dos Jornalistas, o tipo de proteção era abaixo do divulgado pela Band

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2011 | 18h19

RIO - O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio afirmou que o colete à prova de balas usado pelo cinegrafista Gelson Domingos da Silva, morto por um tiro de fuzil na Favela de Antares, zona oeste do Rio, no domingo, tinha um revestimento blindado do tipo II-A, mais baixo do que o divulgado pela TV Bandeirantes.

A emissora havia informado que o modelo usado por Gelson era do tipo III-A, com revestimento suficiente para conter tiros de pistola e revólveres. O colete estaria com os familiares da vítima.

Em nota, TV Bandeirantes informou que "não teve acesso ainda ao colete que estava sendo usado pelo cinegrafista, mas lamentavelmente nenhum desses dois modelos seria suficiente para impedir que ele fosse vitimado". Só os coletes de nível III e IV são capazes de conter disparos de fuzil. A emissora reconheceu que dispõe apenas das categorias II-A e III-A.

Investigação. Nesta terça-feira, o delegado titular da Divisão de Homicídios (DH), Felipe Ettore, não comentou o caso. Mesmo sem o recolhimento do projétil que matou o cinegrafista, os peritos da DH trabalham para determinar o calibre que atingiu Gelson comparando as descrições dos ferimentos no laudo cadavérico com os buracos na camisa e no colete que a vítima vestia.

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