Collor concorrerá ao governo de Alagoas

Senador pelo PTB já mobilizou assessores para campanha em que tentará voltar ao poder no Estado

Ricardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2010 | 00h00

O fato novo da campanha em Alagoas é a pré-candidatura do senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello ao governo do Estado. Embora ainda não seja oficial, a pré-candidatura de Collor já é divulgada e dada como certa por seus assessores diretos.

Segundo a suplente de Collor no Senado, Ada Mello, o ex-presidente é "candidatíssimo" ao governo de Alagoas. Ada declarou à imprensa que Collor ligou de Brasília e pediu que a notícia da pré-candidatura dele fosse divulgada entre as lideranças políticas locais. Para Ada, a decisão do ex-presidente de disputar de novo o governo alagoano é irreversível.

"O senador Collor é muito determinado e pelo tom de voz ele não vai voltar atrás na sua candidatura ao governo", afirmou Ada, em entrevista à imprensa local. Além de suplente, ela é prima do senador e já o substituiu no Senado. O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, também é outro defensor intransigente da candidatura de Collor ao governo.

Com ou sem Collor na disputa, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) diz que não abre mão da sua pré-candidatura ao governo. Ele recebeu a garantia do ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, de que é o candidato do Palácio do Planalto em Alagoas. Portanto, será no palanque de Lessa que ex-ministra Dilma Rousseff irá subir quando estiver em campanha em Alagoas.

No entanto, como o PTB faz parte da base aliada do presidente Lula, nada impede que Dilma suba também no palanque de Collor. Essa possibilidade é rejeitada pela base do partido no Estado, mas não foi descartada pelo presidente do PT local, Joaquim Brito. Em entrevista à imprensa local, Brito deixou escapar que não vê problema de a candidata à Presidência pelo PT receber o apoio de Collor em Alagoas. Mas ele prefere Lessa. "Há firmeza de propósitos e sete partidos unidos em torno do nome de Lessa e da ex-ministra Dilma em nosso Estado", garante Brito.

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