Colunistas dão voz a vítimas de violência

Campanha do ‘Estado’ em parceria com agência chama atenção para o tema no Dia Internacional da Mulher

O Estado de S.Paulo

08 Março 2018 | 03h01

Colunistas e blogueiras do Estado publicam hoje no portal estadao.com.br relatos reais de mulheres vítimas de violência no Brasil. A ação Colunistas (Des) Conhecidas é promovida pelo Estado, em parceria com a agência digital Bold Conteúdo, para o Dia Internacional da Mulher.

“Queremos mais uma vez chamar a atenção para o problema buscando a transformação de uma realidade que muitas mulheres enfrentam. Nossa intenção é dar voz a essas questões graves, cotidianas e muito veladas”, diz Marcela Dalla, gerente de marketing do Estado.

Os relatos foram colhidos pelas próprias colunistas e blogueiras com base em entrevistas com mulheres que sofreram agressões, indicadas pelo projeto Justiça de Saia, da promotora de Justiça Gabriela Manssur. Os textos serão publicados em primeira pessoa, sem revelar a identidade das vítimas. 

De acordo com Gabriela, ações como essa são importantes para sensibilizar os leitores sobre o tema. “Você se coloca no lugar da vítima ou se identifica como autor da violência e vê os impactos disso na vida de uma mulher. Quem bate na mulher bate em toda a sociedade”, destaca a promotora. 

Ao divulgar os textos em espaços que originalmente são usados para discussões sobre outros temas, a campanha pretende chamar a atenção para a questão. “O leitor que está acostumado a entrar em colunas, por exemplo, vai ser impactado com um relato real de violência contra a mulher”, diz Marcela. 

Adriana Moreira, autora da coluna Viajar é Possível, é uma das que farão uma pausa nas publicações habituais para abrir espaço à história de uma vítima de violência doméstica. Segundo Adriana, o texto foi produzido após uma hora de conversa com uma mulher paulistana que sofria agressões psicológicas e físicas pelo companheiro. 

“Ela se perguntava como a situação chegou àquele ponto. E quis ser ouvida para que outras mulheres prestem atenção aos sinais, que são sutis. Ela costuma dizer que a violência nunca começa com um soco”, conta Adriana, que se diz privilegiada por ter recebido a confiança de uma mulher para ouvir sua história. 

De acordo com Daniele Marques, diretora de criação da Bold Conteúdo, além de deixar as histórias escritas tão poderosas quanto os relatos ouvidos, as blogueiras e colunistas do Estado mostram que “todo mundo que tem alguma influência e visibilidade pode e deve fazer algo para garantir que agredir uma mulher deixe de ser aceitável”.

Hashtag

Para aumentar a repercussão e engajamento na campanha, foi criada também a hashtag #DeUmaVozPorTodas, que será usada ao longo do dia para divulgação dos relatos nas redes sociais do Estado. 

“A partir do momento em que as pessoas se comovem e se indignam com as histórias contadas, e que se inspiram com a atitude das colunistas de ceder seus espaços, elas têm mais chances de compreender que podem intervir”, diz Daniele. 

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