Com 27% em emergência, RS terá prioridade em benefício

Subiu para 136 as cidades que decretaram esta situação no Estado, que receberá R$ 162 milhões da União

Solange Spigliatti , Central de Notícias

04 de dezembro de 2009 | 12h43

Os municípios gaúchos atingidos pelos temporais das últimas semanas terão prioridade na seleção dos projetos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, segundo informações do governo estadual. Nesta sexta-feira, as cidades Pedro Osório e Herval também decretaram situação de emergência, elevando para 136 os municípios que estão nesse estado por causa das chuvas.

 

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Segundo a Defesa Civil, os temporais que atingiram o Rio Grande do sul desde o último dia 13 de novembro deixaram 13.753 pessoas desalojadas, 3.987 moradores desabrigados e danificaram mais de 15 mil casas.

 

O programa Minha Casa, Minha Vida é destinado a todos os municípios brasileiros, para famílias com renda de até dez salários mínimos. Se a família tiver até três salários mínimos de renda por mês, o subsídio é integral, com isenção do seguro. A confirmação foi feita à secretária-geral de Governo, Ana Pellini, na tarde de quinta-feira, em Brasília, por solicitação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante reunião no Ministério das Cidades.

 

A sugestão da governadora Yeda Crusius de criação de uma Bolsa Reação em benefício das famílias que perderam tudo em consequência dos temporais também foi aprovada pelo Ministério da Integração Nacional. O valor do benefício deverá girar em torno de R$ 400,00 a R$ 15 mil, e a relação de quem receberá o auxílio será feita em conjunto entre as prefeituras dos municípios atingidos e o governo do Estado.

 

Auxílio

 

Do total de R$ 162 milhões que o Rio Grande do Sul deverá receber do governo federal, R$ 5 milhões serão repassados na próxima semana conforme foi garantido aos representantes do governo do Estado que foram recebidos em Brasília pela secretária da Defesa Civil do Ministério da Integração, Ivone Maria Valente. O valor deverá ser liberado assim que chegarem os planos de trabalho de recuperação dos municípios.

 

Destes R$ 162 milhões, R$ 100 milhões serão para serviços da Defesa Civil; R$ 50 milhões, para a Saúde; e R$ 12 milhões, para a Educação. O governo federal também prometeu enviar 2 mil cestas básicas, que totalizam 46 toneladas de alimentos, além de 2 mil kits-dormitórios, com lençóis e colchões, e 42 kits de medicamentos e vacinas, para atender 21 mil pessoas, durante 90 dias.

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