Patrícia Cruz/AE
Patrícia Cruz/AE

Com ambulantes vendendo bebidas alcoólicas, Virada Cultural tem briga em show do palco Elis

Proibição de venda existe desde 2011; atração foi interrompida durante a confusão

estadão.com.br

05 de maio de 2012 | 22h59

Texto atualizado às 00h07

A Polícia Militar não registrava nenhuma ocorrência até as 22h30 durante a Virada Cultural que ocupa a região central da cidade de São Paulo neste sábado, 05. Mas, pouco depois das 23h, uma briga envolvendo 100 adolescentes interrompeu o quarto show em homenagem à Elis Regina no palco Boulevard São João.

Assustado, o público invadiu a área VIP. Os adolescentes correram para o Vale do Anhangabaú destruindo tudo que viam pela frente, como lixeiras e banheiros químicos. Ninguém ficou ferido e nenhum suspeito foi detido.

A Orquestra Sinfônica Municipal foi responsável pela abertura do evento. Mesmo com a amplificação desequilibrada, o público lotou a plateia montada pela prefeitura, reagindo com entusiasmo às bem-humoradas e informativas intervenções do maestro Luis Gustavo Petri.

O lendário pianista McCoy Tyner, que foi o primeiro a se apresentar na Praça da República, também teve problemas com o som, fazendo com que a trama rítmica da banda parecer distante. Mesmo assim, o quarteto, com baixo, piano, bateria e sax, voava baixo e tranquilo.

O Palco Boulevard São João, dedicado exclusivamente à Elis Regina, lembra os 30 anos de sua morte. Quem abriu as apresentações foi o maestro e pianista Adylson Godoy, que já trabalhou com Elis em diversos discos, e sua filha Adriana Godoy.

No Teatro Municipal, quem fez as honras da abertura dos shows foi Arnaldo Baptista, que relembrou sucessos como Loki e Balada do Louco. No Stand Up, Tom Cavalcante imitou personalidades como Maria Bethânia e Cauby Peixoto, além de trazer seu famoso personagem João Canabrava ao palco montado na Praça da Sé.

Neste ano, a Prefeitura de São Paulo prometeu uma fiscalização mais rígida em relação às bebidas alcoólicas no evento. Policiais à paisana estão espalhados pela Virada para proibir, entre outras bebidas, a circulação do chamado "vinho químico", que possui 96% de álcool em sua composição.

Apesar da proibição, ambulantes ofereciam cerveja desde o começo do evento no palco montado no Vale do Anhangabaú.

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