Com apoio de petistas, Chalita filia-se ao PMDB

Com o apoio de setores do PT paulista, o deputado Gabriel Chalita foi lançado pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, num movimentado arquitetado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, para aumentar o cacife do partido no maior colégio eleitoral do País.

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2011 | 00h00

Em evento na Assembleia paulista, líderes peemedebistas enalteceram a força da legenda, que mantém uma disputa por espaço com o PT na composição do governo federal. A candidatura de Chalita, no entanto, é bem vista por setores petistas que veem nele uma possibilidade de rachar o eleitorado tucano no Estado.

"Estou aqui para impedir que declarem apoio a Chalita e lancem o PT como vice", brincou um líder petista a respeito dos apoiadores da candidatura de Chalita. O ingresso do deputado no PMDB contou com o apoio da maior parte da cúpula petista.

Entre as cerca de 500 pessoas presentes, estava a vice-prefeita, Alda Marco Antonio (PMDB). O prefeito paulistano, Gilberto Kassab, tentou costurar o apoio do PMDB à sua sucessão, mas foi atropelado pelo grupo de Temer, que tomou o controle do partido em São Paulo com a morte do ex-governador Orestes Quércia, em 2010.

Chalita, segundo deputado mais votado do Estado, fez críticas indiretas à Prefeitura. "A cidade mais rica da América Latina tem quase 3 milhões de pessoas vivendo em cortiços. São pessoas invisíveis", afirmou. "No momento de enchente, quando o prefeito não puder resolver, tem de estar com o povo, para sorrir e chorar, amassando barro", completou o deputado.

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