Com ataques à PM, Bahia já admite pedir ajuda à Força Nacional

Desde o dia 7, atentados já deixaram oito civis e três policiais feridos; causa seria transferência de traficante

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo,

09 de setembro de 2009 | 12h12

Apesar de terem sido desativados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia desde a terça-feira, 8, mais dois módulos da Polícia Militar foram alvos de ataques de criminosos entre a noite de terça e a madrugada desta quarta-feira, 9. Por causa dos atentados, a administração já admite convocar a Força Nacional de Segurança para ajudar a polícia no combate aos ataques.

 

Em um dos atentados, o Módulo Policial de Engenho Velho da Federação foi destruído a marretadas. Uma parede inteira da base da PM foi derrubada e todos os móveis ficaram destruídos. No outro, quatro criminosos metralharam o Módulo de Areia Branca, no município de Lauro de Freitas, na região metropolitana. Eles foram flagrados por policiais durante a ação e perseguidos, mas conseguiram fugir.

 

Desde o dia 7, as ações criminosas já deixaram oito civis e três policiais feridos. Nenhum corre risco de morte. Três acusados de participar dos ataques foram mortos em confronto e outros três estão presos.

 

Segundo informações da SSP, os atentados são uma reação de quadrilhas à transferência do traficante Cláudio Eduardo Campanha, apontado como principal líder do tráfico na Bahia, do Presídio Salvador para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), realizada na sexta-feira.

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