Com atraso, polícia retoma negociação com presos na Bahia

Presos querem a saída do diretor da penitenciária e a volta de dois detentos transferidos após fuga

Fabiana Marchezi, do estadao.com.br, e Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

08 de dezembro de 2008 | 11h52

Com duas horas de atraso - estavam previstas para ter início às 9 horas desta segunda-feira, 8, - foram retomadas as negociações entre os representantes das Secretarias da Segurança Pública e da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e os 853 presos rebelados da Penitenciária Lemos Brito (PLB), integrantes dos módulos 2 e 5 do complexo penal. Eles mantêm, desde o início da tarde de domingo, 294 pessoas sob seu poder entre eles mulheres e crianças, parentes de presos, e dois agentes penitenciários.   Eles reivindicam a exoneração do diretor da PLB, Izidoro Orge Dominguez, a quem chamam de "arrogante" e "truculento", e a derrubada da decisão do Ministério Público, aprovada na sexta-feira, que determina a transferência de 12 presos, apontados como líderes de grupos de detentos, para a Unidade Especial Disciplinar (UED) - presídio de segurança máxima dentro do mesmo complexo penitenciário.   Os familiares dos detentos - e dos reféns - têm conseguido manter contato com o lado de dentro do complexo por meio de telefones celulares. Por meio de mensagens, eles ameaçam explodir três galões de solventes caso os policiais invadam as unidades.     Texto ampliado às 12h46 para acréscimo de informações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.