Com bebê, usuária vive de doação

"Isso daqui não é vida para ninguém. Está todo mundo mais morto do que vivo." A usuária Ana (nome fictício), de 30 anos, frequenta a cracolândia há mais de um ano. Ela garante que conseguia manter o controle sobre a droga quando estava em outros pontos da região central. Mas, no meio onde vive atualmente, é mais difícil vencer o poder do entorpecente. "Aqui tem muita pedra. Todo mundo quer te vender. Está todo mundo na noia. Eu uso, mas não perco a consciência", conta a jovem, de São Miguel Paulista, zona leste. Uma paixão, que teve início por correspondência, acabou levando-a a viver nas ruas com o namorado. Há um ano, o marido foi preso como traficante. Hoje, ela vive de doações. Ganha comida, roupas e dinheiro de comerciantes, moradores e pedestres porque carrega junto o filho de 11 meses do casal. Muitos já pediram para adotar a criança. "Não dou, mas também não quero que ela cresça com o crack. Não sei o que fazer."

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