Com chuva e manifestação, trânsito em Salvador 'trava'

Rodoviários fizeram paralisação nesta manhã; deslizamentos de terra e queda de árvores pioraram situação

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2009 | 17h14

Salvador "travou" na manhã desta quinta-feira, 23. A chuva, que cai desde o sábado, os deslizamentos de terra e as quedas de árvores causados por ela e uma manifestação promovida pelo Sindicato dos Rodoviários da Bahia congestionaram as principais ruas e avenidas da cidade. Entre as 7 horas, no início da manifestação, e o meio-dia, todos os principais eixos rodoviários da capital baiana ficaram intransitáveis.

 

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"Praticamente perdi o dia", conta a diarista Patricia Nuno, que pegaria um ônibus na Estação Mussurunga às 7h30 para chegar ao trabalho às 8 horas, mas só conseguiu embarcar às 10h15 - e foi chegar ao destino, a pouco mais de 10 quilômetros, uma hora e meia depois.

 

De acordo com o diretor do sindicato, Manoel Machado, a paralisação, que atingiu três das principais estações da capital baiana entre as 7 e as 10 horas - deixando fora de serviço cerca de mil ônibus -, serviu para alertar as autoridades sobre "a importância de se repensar a política de segurança nos transportes coletivos".

 

"Este ano, quatro pessoas foram mortas em assaltos a ônibus", lembra. "Tanto nós, rodoviários, quanto os passageiros estão assustados." Segundo a Secretaria da Segurança Pública, há, em média, 4,43 assaltos a ônibus por dia na cidade.

 

Para agravar a situação, a chuva continuou castigando a cidade até o início da tarde. Entre sábado e esta manhã, segundo a Defesa Civil de Salvador (Codesal), foram registrados 402 deslizamentos de terra, 22 desabamentos de imóveis e 35 alagamentos de grandes proporções em vias. As quedas de árvores chegam a 100. Três delas ocorreram dentro do Jardim Zoológico, que, por questões de segurança, anunciou a paralisação da visitação até a próxima terça-feira.

 

De acordo com a prefeitura, que publicou nestq auinta, no Diário Oficial do Município, o decreto de situação de emergência na cidade, pelos próximos 90 dias, há 30 famílias desabrigadas. Um bebê de 1 mês e 11 dias morreu, nq quarta, depois que uma pedra, desprendida da encosta durante um deslizamento de terra, invadiu a casa na qual morava e o atingiu.

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