Com controle civil, argentinos têm medo de voar, diz <i>Clarín</i>

Três dias depois de o presidente argentino, Nestor Kirchner, ter assinado decreto passando o controle aéreo do país para mãos de civis, o jornal Clarín publicou neste domingo, 18, reportagem mostrando que os argentinos estão com medo de voar. De acordo com a reportagem, os problemas começaram no dia 1º de março, quando um raio deixou fora do ar o radar de Ezeiza, aeroporto de Buenos Aires, capital do país. O centro de ajuda a passageiros que funciona no Aeroparque Jorge Newbery, que antes atendia 20 pessoas por dia, passou a atender 40. Nos últimos dias, a Argentina também tem sofrido com atrasos em vôos, que estariam acontecendo por conta da falta de aviões. De acordo com o Clarín, a transição para o controle civil "vai ser difícil". Desde que o raio atingiu o radar de Ezeiza, controladores, pilotos e até a Aerolíneas Argentinas, principal empresa aérea do país, disseram que o sistema aéreo argentino não era mais confiável, de acordo com a reportagem. Porém, a crise aérea no país teria se intensificado na quinta-feira, 15, quando os pilotos da empresa Austral disseram que deixariam de trabalhar por conta das repetidas falhas no sistema aéreo.No dia 9 de março, cerca de 75% dos vôos do país atrasaram, atingindo aproximadamente 16 mil passageiros. No sábado, 17, os argentinos tiveram mais um dia de atrasos e vôos cancelados, mesmo que em menor número, por conta do que se chamou "problemas de comunicação", segundo o Clarín.

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