Com dia marcado por depredações, greve de rodoviários em Manaus termina

Com depredação de ônibus e pelo menos dez prisões, o sétimo dia de greve dos rodoviários em Manaus foi marcado pela violência da população revoltada e o acordo entre os sindicatos dos trabalhadores e das empresas de transporte

Bruno Tadeu, Especial para o Estado

04 Junho 2018 | 21h37

MANAUS - Com depredação de ônibus e pelo menos dez prisões, o sétimo dia de greve dos rodoviários em Manaus foi marcado pela violência da população revoltada e o acordo entre os sindicatos dos trabalhadores e das empresas de transporte. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), 61 veículos foram depredados na manhã desta segunda-feira, 4. Funcionários e patrões chegaram a um acordo à tarde.

O dia começou com surpresa para os usuários do transporte coletivo na capital amazonense, visto que uma decisão judicial determinou que 75% da frota local estivesse nas ruas, sob pena de multa de R$ 1 mil por hora em caso de não cumprimento da ordem. Mesmo assim os rodoviários pararam os veículos, afetando 53% da frota e o fluxo em cinco terminais de integração da cidade. A medida gerou revolta, depredação e até manifestações contra o presidente Michel Temer e o prefeito Arthur Virgílio.

Alguns rodoviárias se concentraram na frente da Câmara Municipal de Manaus para pedir reajuste salarial e uma CPI que investigue os custos das empresas de ônibus da cidade. Além do reajuste, os rodoviários reivindicam novas contratações, compensação de horas extras, fracionamento das férias, entre outros benefícios. 

O fim da greve foi anunciado na tarde desta segunda, após acordo em que os trabalhadores terão 5,5% de reajuste salarial relativos a 2017 e 2019.

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