Com escolas fechadas, 7 mil estão sem aula na Cidade de Deus

Policiais militares ocupam a favela por tempo indeterminado; comércio também não abriu as portas

12 de novembro de 2008 | 11h03

Mais de 7 mil crianças continuam sem aula na Cidade de Deus, no Rio, nesta quarta-feira, 12. As 13 escolas públicas e as três creches da favela continuam fechadas, um dia depois do tiroteio entre supostos traficantes e policiais militares - no tiroteio, duas pessoas morreram. Ao todo, 7.730 crianças estão sem aulas. Muitos comerciantes preferiram, também por segurança, manter seus estabelecimentos fechados.   Os pais optaram por deixar os filhos em casa com receito de novos confrontos, segundo informações da Secretaria Municipal da Educação do Rio de Janeiro. A ocupação no local segue por tempo indeterminado. Segundo o tenente-coronel Luigi Gatto, do Batalhão de Jacarepaguá, a PM pretende dar um choque de ordem na favela. A ação tem como objetivo acabar com sete pontos de venda de drogas, além de coibir o sinal pirata de TV por assinatura e a venda ilegal de botijões de gás.   Durante a operação da PM na terça, o gerente do tráfico da região, conhecido como Sardinha, foi preso. O tenente-coronel explicou que a operação está na terceira fase. "Na primeira, houve um cerco com desvios de trânsito. Na segunda, foram incursões com o objetivo de vasculhar a área. E na terceira, fizemos a ocupação."   Segundo ele, o balanço até agora foi positivo já que foram apreendidas armas, drogas e até duas espadas. "Na ação, apreendemos 28 veículos - dez automóveis e 18 motocicletas -, 11 máquinas caça-níqueis, um revólver calibre 38, 28 papelotes de cocaína e 13 trouxinhas de maconha. Além disso, também encontramos duas espadas medievais que os traficantes usariam para tortura", disse o coronel.   (Com informações de Solange Spigliatti, do estadao.com.br, e da Agência Brasil.)

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