Josemar Gonçalves/Jornal de Brasília
Josemar Gonçalves/Jornal de Brasília

Com faca, homem faz mulher refém no Distrito Federal

Policiais dominaram Robson Martins da Silva nesta terça-feira, 4; caso ocorreu na frente do Palácio do Buriti, sede do governo local

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2014 | 13h31

Atualizada às 21h47

BRASÍLIA - Após tentar quebrar a facadas vidraças do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, Robson Martins da Silva, de 33 anos, manteve, nesta terça de manhã, uma mulher refém por quase uma hora. Ele foi dominado por uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. O homem, que já tem passagens pela polícia, vai responder por sequestro qualificado. 

O acusado lançou o carro que dirigia contra o meio-fio que dá acesso ao palácio, desceu do veículo e golpeou as vidraças. Afugentado por seguranças, que não conseguiram detê-lo, Silva fugiu e, em seguida, com as facas que empunhava, rendeu uma mulher, identificada apenas como Jurema, que estava em um ponto de ônibus. Segundo o portal de notícias G1, ela é funcionária do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.


Um negociador do Bope atraiu a atenção de Silva para uma equipe dominá-lo com o uso de munição não letal. Ele foi atingido, primeiro, por uma arma de choque, para, em seguida, ser derrubado por um disparo de bala de borracha. 

Aparentando distúrbio mental ou estar sob efeito de entorpecentes, fato negado por parentes, segundo informações da Polícia Civil, Silva exigia falar com a presidente Dilma Rousseff. O suspeito repetia frases desconexas, como “mataram minha família, quero uma arma para me matar” e “quero falar com a Dilma”. 

De acordo com o delegado Paulo Henrique de Almeida, em entrevista ao G1, Silva disse que fez a mulher refém por determinação de Deus. “(Ele disse) que Deus conversou com ele e falou para ele invadir o Palácio do Buriti”, disse Almeida. “Não podemos afirmar se ele fez uso de qualquer entorpecente. Ele disse informalmente que tinha tomado um remédio, um tranquilizante”, afirmou o delegado.

Droga. O advogado Kendrick Xavier disse que não descarta que seu cliente tenha usado drogas. “Não tenho como saber, mas tudo indica que sim. Pelo que ele falou, pelo jeito que está falando agora, é uma possibilidade. Isso surpreendeu a família toda”, afirmou.

Silva foi levado para o Hospital de Base de Brasília. Ele e a refém passam bem. O acusado trabalhou entre 2008 e 2013 como contínuo no Supremo Tribunal Federal. Ele cumpria prisão domiciliar e tem passagem por homicídio, tentativa de homicídio, porte de arma e uso de drogas.



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