Com falha em carro, Portela aposta em folia 'high-tech'

Agremiação falou sobre tecnologia e inclusão social; quebra de alegoria comprometeu evolução

Gabriel Pinheiro, estadao.com.br

16 de fevereiro de 2010 | 01h35

 

RIO - Buscando um título que não vem desde 1984, a Portela entrou na avenida com um enredo sobre tecnologia e inclusão social - "Derrubando fronteiras, conquistando a liberdade... Um Rio de paz, um estado de graça". Terceira a desfilar na segunda noite da Sapucaí, a agremiação fez um desfile considerado difícil de entender e foi prejudicada pela quebra de um carro, logo após o recuo da bateria, que chegou a comprometer a evolução no meio do percurso.

 

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Maior vencedora do carnaval carioca, com 21 títulos, a Portela entrou com 4,2 mil integrantes, divididos em 36 alas. O presidente da Portela, Nilo Figueiredo, sabia que o enredo era desafiador. "Não é difícil de entender, mas é difícil de desenvolver. Só tem que se temer se não há recursos, e esse até é o nosso caso. Mas vamos trabalhando", disse Figueiredo, minutos antes do início do desfile.

 

A fabricante de computadores Positivo patrocinou a folia, com cerca de R$ 2,5 milhões, e proporcionou interatividade: internautas puderam enviar imagens e mensagens de texto que foram transmitidas durante o desfile, em seis telões de um dos carro alegóricos. Apesar do investimento, houve dificuldades e muitas fantasias estavam mal acabadas, com peças caindo.

 

 

Ao longo das alas, a Portela tentou mostrar como a tecnologia pode mudar a vida das pessoas. Por isso, entre os integrantes apareciam pessoas beneficiadas pela inclusão digital, como cadeirantes, campeões paraolímpicos, anões e pessoas com síndrome de Down.

 

Alheia às dificuldades, a rainha de bateria, Juliana Portela, estreante, passou bem na avenida, superando o nervosismo que antecederam ao desfile. "Estou muito nervosa por substituir a Luma de Oliveira. Eu sempre vim para a avenida ver a Luma passar, independentemente da escola em que ela estivesse. Ela é muito elegante, a rainha da passarela, como diz o samba da Portela. Sou fãzona."

 

Juliana contou que foi escolhida graças à pressão da comunidade, que organizou um abaixo-assinado a seu favor . É funkeira, mora em Madureira, em frente à quadra, e sai na Portela há dez anos. Aprendeu a sambar com uma criança da escola. É a rainha desconhecida, rara no Sambódromo de hoje. Conquistou seus súditos. Luma não está desfilando este ano.

 

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(com Roberta Pennafort, de O Estado de S. Paulo)

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