Com medo de manifestantes, prefeito fica ilhado em prédio por 6 horas no CE

Raimundo Macedo (PMDB) só deixou agência bancária em Juazeiro do Norte sob escolta, após protesto de 5 mil pessoas contra redução dos salários de professores

Lauriberto Braga - O Estado de S. Paulo

19 Junho 2013 | 09h47

Fortaleza - O protesto de 5 mil pessoas em Juazeiro do Norte, a 540 quilômetros de Fortaleza, terminou no final da noite dessa terça-feira, 18, com a saída do prefeito Raimundo Macedo (PMDB), de uma agência bancária no centro da cidade, onde ficou ilhado por mais de seis horas. A manifestação "Fora Raimundão" protestava contra a redução de 25% dos salários dos professores. A categoria está em greve há uma semana. O prefeito foi cercado pela multidão dentro da agência ainda no fim da tarde e só saiu com a ajuda da Polícia Militar.

 

Com medo da ação dos manifestantes, Raimundo Macedo ficou na agência, segundo informou sua assessoria. Momentos antes de "encurralar" o prefeito, manifestantes picharam a sede da Prefeitura.

 

Apenas por volta de 23h30 o prefeito deixou a agência dentro de um carro-forte e sob a escolta de 150 policiais. Raimundo Macedo foi vaiado pelos manifestantes, que também pedem o impeachment. O pedido, no entanto, não tem apoio na Câmara, já que o prefeito tem apoio da maioria dos vereadores. Raimundo conseguiu aprovar na Casa as mudanças no Plano de Cargos e Salários do Magistério, que teve registro de redução salarial de 25% - o piso foi reduzido de R$ 2,1 mil para cerca de R$ 1,6 mil.

 

Em entrevista coletiva na manhã dessa terça, Raimundo Macedo disse que a lei aprovada na Câmara apenas readequou o Plano de Cargos e Salários do Magistério. "Apenas incorporamos 10% do que seria de gratificação para o salário base", informou prefeito.

 

Em outras duas cidades cearenses ocorreram manifestações nesta terça-feira. Em Iguatu, a 410 quilômetros de Fortaleza, o protesto foi contra o projeto da Prefeitura de municipalizar a previdência social. Já em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, o ato foi contra a construção de mais três presídios na cidade. Hoje Itaitinga tem sete presídios.

 

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