Com medo, pichador de estátua de Drummond quer se apresentar em MG

Advogado de empresário procurou a Polícia Civil de Uberaba, que afirmou não poder entrar na investigação sem um pedido formal da polícia do Rio

Rene Moreira, Especial para o Estado

31 Dezembro 2013 | 15h28

Alegando temer represálias, o empresário Pablo Lucas Faria, apontado como autor da pichação na estátua de Carlos Drummond de Andrade, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, pediu para se apresentar à Polícia Civil de Uberaba (MG), onde mora sua família. No final da tarde de ontem, 30, o advogado de Faria, Sérgio Hebert da Silva Fonseca, foi até a delegacia regional do município mineiro, mas foi orientado a procurar a Polícia Civil do Rio.

“Nós não temos um caso aqui. Enquanto a polícia do Rio não enviar um pedido de oitiva para nós, não podemos fazer nada”, disse o delegado regional de Uberaba, Francisco Gouveia Motta. O advogado do empresário não revelou onde está seu cliente, foragido desde a última sexta-feira, 27, quando foi reconhecido pela polícia do Rio.

As autoridades policiais de Minas não descartam, entretanto, ir atrás do empresário, contanto que haja um pedido formal por meio da Polícia Interestadual. A possibilidade de o pichador estar em Uberaba não está descartada. A defesa do suspeito afirma que ele está arrependido e disposto a reparar os danos que causou.

Ataque. A pichação foi realizada no último dia 25, Natal, quando câmeras flagraram aquele que seria o empresário, acompanhado de uma mulher, pichando a estátua de Drummond. O suspeito, que já tem passagem pelo mesmo delito, também teria atacado outros monumentos históricos da cidade. Sua família reside em Uberaba, mas ele estaria morando no Rio há cerca de dois anos.

 

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