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Com medo, São Paulo vive toque de recolher informal

A cidade de São Paulo vive um toque de recolher informal na noite desta segunda-feira por causa do medo de ataques do PCC. Às 21 horas, após o caos que marcou a volta dos paulistanos para a casa, com o trânsito ainda mais complicado que o normal, escassez e lotação de ônibus, ruas e avenidas estavam praticamente desertas. Vias que normalmente são movimentadas nesse horários tinham um fluxo semelhante aos das madrugadas, com pouquíssimos veículos circulando. Mesmo com o metrô funcionando normalmente, o medo dos paulistanos fez com que os usuários adiantassem a volta para casa e poucos passageiros podiam ser vistos na estações e trens. No Terminal Barra Funda, normalmente um dos mais movimentados da capital, o movimento se restringia a ônibus de viagem para outras cidades. "Isso é um toque de recolher mesmo, a cidade está mais vazia", disse um policial Militar que não quis se identificar. "Mas se a gente tiver medo a gente morre", completa. Arma em punho no metrôApós um dia tenso de trabalho nos bloqueios da principais vias da cidade, o cabo da PM voltava para casa uniformizado, sozinho, como um "alvo ambulante". Num comportamento anormal para policiais em transporte público, ele mantinha a arma em punho dentro do trem, em pé, no canto do último vagão. O policial vinha da estação Sé com destino ao interior, onde mora com a mulher e dois filhos. Segundo o PM, sem o uniforme ele precisar pagar a passagem de volta para casa. "Isso é bom para as autoridades e para a população acordarem", afirmou. O policial, que está há 5 anos na corporação, defende a posição do Governo do Estado em não aceitar a ajuda federal. "Fazemos o possível para defender a população com o que temos, mesmo não tendo material e com viaturas sucateadas. Se derem condições para a gente trabalhar e nos permitir ´soltar a mão´, não precisaremos da ajuda de ninguém", disse o soldado.

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