Com neblina, Congonhas opera apenas por instrumentos

Baixa visibilidade e nevoeiros afetam operações do aeroporto desde a sexta-feira

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 10h04

Um dia após encerrar as atividades às 19h45, por conta da forte neblina que atingiu a região, o os pousos e decolagens do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, estão sendo feitos apenas por instrumentos, desde as 6 horas deste sábado, 30. De acordo com a assessoria de comunicação da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), a visibilidade ainda é baixa na região.A pista principal de Congonhas foi reaberta na sexta-feira, 29, após 45 dias de obras. Justamente em seu primeiro dia de operação ela foi fechada mais cedo, por volta das 19h45, por causa da neblina. Segundo a Infraero, um em cada três vôos programados até as 18 horas de sexta teve problemas. Houve 46 decolagens com atraso (23%) até as 18 horas e 28 (14%) cancelamentos. O mau tempo também foi responsável pelo fechamento dos aeroportos de Curitiba e Porto Alegre, e 26,5% das 1.416 partidas em todo o País tiveram atrasos superiores a uma hora, segundo a Infraero. As chegadas programadas para Congonhas, na noite de sexta, foram redirecionadas para Cumbica, em Guarulhos. A neblina também causou um dia de transtornos para quem estava no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. O terminal gaúcho ficou fechado das 7 horas às 8h42 e operou por instrumentos até o fim da manhã. Foi a segunda suspensão de operações em apenas três dias. Dos 98 vôos previstos das 6 às 19 horas, 25 atrasaram mais do que duas horas.Já o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ficou fechado para pousos entre as 8 horas e 9h50 de ontem por causa de um nevoeiro. Com isso, 37% dos vôos previstos até o meio-dia tiveram atrasos acima de uma hora.A toque de caixaFuncionários da Infraero e de empreiteiras responsáveis pela reforma da pista principal de Congonhas conseguiram liberar a via e a pista de taxiamento (taxiway) em cima da hora. A diretora de Obras da Infraero, Eleuza Lores, enviou na quarta-feira um ofício às companhias aéreas informando que a obra só estaria pronta no domingo, porque seria necessário recapear a pista da taxiway, que liga o pátio à cabeceira 17. Depois de as empresas anunciarem novo caos nos aeroportos pelo atraso no cronograma, o presidente da estatal, José Carlos Pereira, garantiu que reabriria a pista.Houve reforço de trabalho para se concluir todo o serviço. "A chuva de ontem (quinta-feira) quase colocou em risco a conclusão da obra", contou o gerente de Coordenação de Empreendimentos de Engenharia da Infraero, Mário Jorge Moreira. Foram usadas vassouras mecânicas e ar comprimido para secar a pista.Os caminhões de limpeza deixaram a via ao meio-dia. O grooving (ranhuras que ajudam a escoar água) começará a ser feito em 29 de julho. Mas o superintendente da Infraero, Edgard Brandão Júnior, garantiu que não há risco de formação de poças. As obras serão concluídas em setembro. (Colaborou Camilla Rigi, Elder Ogliari, Evandro Fadel e Alexandra Penhalver, do Estadão)

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