Com o filho, império têxtil foi modernizado

Josué Gomes da Silva, filho mais novo de José Alencar, assumiu em 94 o comando da Coteminas com ação ousada

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

31 Março 2011 | 00h00

BELO HORIZONTE

A morte de José Alencar não projeta mudanças no rumo da Coteminas, a gigante da indústria têxtil que fundou em 1967. Desde quando decidiu se dedicar à política, em 1994, com a frustrada campanha ao governo de Minas, Alencar delegou ao filho mais novo, Josué Christiano Gomes da Silva, a missão de tocar a empresa. O herdeiro imprimiu a marca da internacionalização e turbinou os resultados do grupo.

"O Josué não apenas deu sequência ao pai, como conseguiu modernizar a gestão do grupo, com bastante ousadia", observou um funcionário da empresa.

Com o filho de Alencar na presidência, a fabricante nacional apostou em lances de impacto na última década. Estipulou como alvo o mercado norte-americano. Tentou arrematar em leilão a Pillowtex, mas não levou. Em 2005, contudo, firmou um acordo com a americana Springs para a criação da Springs Global. Também no mercado internacional, a indústria fundada em Montes Claros (MG) investiu em uma unidade na província argentina de Santiago del Estero. Em 2009, apostou na compra do controle da varejista MMartan.

Os resultados da empresa cresceram significativamente desde que Josué assumiu. Conforme a última demonstração de resultados publicada na CVM, referente ao terceiro trimestre de 2010, a Coteminas alcançou no acumulado dos primeiros nove meses do ano passado uma receita líquida de vendas e serviços da ordem de R$ 2 bilhões. A empresa conta com cerca de 14 mil empregados.

Em contraposição ao pai autodidata, Josué formou-se em engenharia e direito, em Belo Horizonte, e cursou MBA na Universidade de Vanderbilt ( EUA). Desde os 15 anos, levado pelo pai, já trabalhava na empresa.

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