Com polícia em greve, governo do PI convocará Força Nacional de Segurança

Governador irá requisitar também que PM assuma provisoriamente funções de policiais civis e agentes penitenciários

Luciano Coelho, Agência Estado

15 Abril 2011 | 15h16

TERESINA - O governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), informou nesta sexta-feira, 15, que vai convocar a Polícia Militar para atuar no lugar dos policiais civis e agentes penitenciários em greve. O Secretario Estadual de Segurança Pública, Robert Rios Magalhães, confirmou que o governador pretende convocar a Força Nacional de Segurança para substituir os policiais civis e agentes penitenciários que anunciaram greve por tempo indeterminado a partir de ontem, 14. Os policiais reivindicam um aumento salarial na ordem de 24% e outros benefícios.

 

O governo do Estado propôs pagar o reajuste em quatro parcelas até 2012. A proposta foi rechaçada em assembleia geral das categorias. "Não chegamos a um consenso. Desde a última paralisação, nunca chegaram para conversar. Essa proposta não é satisfatória", afirmou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Agentes Penitenciários, Vilobaldo Carvalho.

 

O Wilson Martins afirmou que a PM vai fazer o trabalho que garante a legalidade dos serviços essenciais. Segundo o governador, os policiais civis e agentes penitenciários, pela essencialidade do serviço, pretendem manter 30% dos servidores atendendo casos excepcionais como crimes hediondos: estupro, latrocínio, sequestro e assalto à mão armada.

 

O governador orientou a Procuradoria Geral do Estado para ingressar com ação judicial pedindo a ilegalidade da greve dos policiais e agentes penitenciários. O objetivo é convocá-los a voltar ao serviço sob pena de corte do ponto e desconto dos valores correspondentes no contracheque.

 

"O sistema todo na capital e interior está parado. O governo não sinalizou com nada", informou o presidente do Sindicato. Ele revelou que os presos provisórios estão incomunicáveis. Não recebem visitas de parentes e nem de advogados. "Só com ordem judicial", completou o sindicalista.

 

Os policiais civis e agentes penitenciários reivindicam reajuste salarial de 24%, auxílio alimentação, convocação de concursados e melhorias nas unidades prisionais. A proposta do Governo é pagar os 24% em quatro vezes, sendo 6% em maio e novembro, e o mesmo porcentual nos mesmos meses do ano que vem.

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