Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Com policiais na porta, Câmara do Rio tem sessão da CPI dos Ônibus

População foi impedida de entrar; vereador que propôs comissão disse que não participaria da reunião por 'não encontrar legitimidade' nas ações dos outros membros

Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2013 | 11h07

RIO - A reunião entre membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, na manhã desta quinta-feira, 15, ocorreu a portas fechadas para a população, o que gerou revolta do lado de fora da Câmara de Vereadores do Rio. Policiais militares, equipados com escudos, bloqueiam os acessos à entrada do prédio, na Cinelândia, no centro.

Ao dar inicio à reunião, o presidente da comissão, Chiquinho Brazão (PMDB), convidou o vereador Eliomar Coelho (PSOL), que propôs a CPI, para se sentar à mesa.

Coelho recusou, afirmando que não participaria da sessão por "não encontrar legitimidade" nas ações dos outros quatro membros, e pelo fato de a sociedade não poder participar. Brazão tentou impedi-lo de falar, dando inicio à sessão. Em seguida, Coelho se retirou da sala.

Os cerca de dez manifestantes que ocupam a Câmara desde sexta-feira, 9, tiveram autorização para assistir à reunião, que aconteceu na sala do cerimonial. Eles colocaram faixas pretas na boca, como forma de manifestar inconformismo com o que consideram uma censura por parte da presidência da CPI.

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