Com problemas em vistos, funcionários de Bill Gates deixam o País

Membros da tripulação dos navios do fundador da Microsoft foram notificados pela PF no Amazonas

Liege Albuquerque, O Estado de S. Paulo

19 Abril 2011 | 20h03

MANAUS - Sete funcionários do fundador da Microsoft, Bill Gates, deixaram Manaus de avião nesta terça-feira, 19, depois de terem sido notificados pela Polícia Federal, no sábado, por terem entrado no Brasil de barco com vistos não compatíveis com a visita. Gates já visitou a Amazônia em 2007 e 2009.

 

Segundo nota da PF, os funcionários, para trabalharem como tripulação dos navios de Gates, teriam de ter entrado com visto "Temporário II" e não de turismo, como constava em seus passaportes.

 

No domingo, de acordo com o comandante Paulo Brito, da Capitania dos Portos, os navios com Gates, sua família e os funcionários sem problemas nos vistos, seguiram para Novo Airão, município do Amazonas onde fica o arquipélago de Anavilhanas e depois deveriam seguir para Belém, no Pará. "Os iates partiram sem problemas, até um prático com intimidade com os rios da Amazônia foi contratado. O problema foi com vistos de funcionários do navio", disse.

 

No final de semana, o iate em que Gates e sua família viajaram durante o último mês pelos rios da Amazônia e outro com seguranças e funcionários ficaram retidos no porto de Manaus.

 

Segundo a assessoria da Capitania dos Portos, no sábado o iate Kogo, em que Gates viajava, e o Silver Cloud, com seus funcionários, foram fiscalizados por agentes federais. Nessa fiscalização, segundo uma fonte da PF, foram encontrados funcionários com as irregularidades nos documentos.

 

Hoje, a PF emitiu nota informando que sete tripulantes da Silver Cloud estavam com vistos de turistas. "Mas para o exercício de citada atividade (de tripulante de navio ou aeronaves, quando não possuir carteira internacional de tripulante) em território brasileiro é necessário a entrada no país portando o Visto de Temporário II."

 

Ainda segundo a nota, "em razão da divergência documental, que no Brasil caracteriza infração administrativa, os sete tripulantes, todos de nacionalidade norte-americana, foram autuados e notificados para deixar o país em três dias (no dia 16 de abril), conforme preceitua a Lei 6.815/80."

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