Com reservatórios no limite, 90% dos municípios no Nordeste pedem ajuda

Autoridades locais estudam meios para resolver situação e não afetar ainda mais o consumo

Luciano Coelho, Especial para o Estado,

31 Outubro 2012 | 18h52

TERESINA - Com os reservatórios no limite, o abastecimento d´água está comprometido até mesmo nas grandes barragens, Os representantes do DNOCS, IDEPI, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Chesf analisam a abertura das comportas das barragens para perenizar os rios secos e abastecer pequenas barragens para aumentar a oferta de água, principalmente no semiárido. A preocupação das autoridades é ter uma água de péssima qualidade e afetar ainda mais o consumo humano. 90% dos municípios (200 dos 224) decretaram estado de emergência e aguardam reconhecimento da situação pelo Governo.

 

Segundo informações da Defesa Civil e DNOCS, a água tipo 1 é para abastecimento humano, a água tipo 2 é para consumo animal. Boa parte dos reservatórios já está comprometida e a água é do tipo 2 e tipo 3, que só serviria para irrigação. Mesmo assim, as pessoas disputam água com os animais. O maior reservatório d´água do Piauí é a barragem de Boa Esperança e está com 21,6% da capacidade de reserva. É considerado um dos níveis mais baixos em 80 anos. As comportas da barragem são controladas pela CHESF.

 

Os reservatórios da região estão em estado de alerta. O volume de chuva que tem caído nas principais bacias da região é o pior dos últimos 83 anos, o que tem dificultado a recuperação dos reservatórios. A grande maioria dos açudes localizados no sertão está com 30% da sua capacidade, por conta da falta de chuva.

 

O quadro é de desolação no semiárido, que enfrenta uma das piores secas dos últimos anos, desde a dificuldade de água para beber à destruição de plantações e perda de animais. São 178 municípios reconhecidamente em estado de emergência.

No Piauí, são 178 os municípios que vivenciam problemas já expressos em alguns números da secretaria estadual de Defesa Civil. Mas 200 prefeitos decretaram estado de emergência e aguardam o reconhecimento da situação.

 

Os criadores estão se desfazendo dos seus animais porque falta ração, falta capim, falta alimento e de água, devido a estiagem. Mas nem todos os criadores têm a sorte de conseguir vender suas reses, os bichos estão muito magros e debilitados. As famílias não passam fome por conta dos programas sociais como o bolsa família e o seguro safra. Aumentou o número de carros pipas. Alguns municípios têm os pipas como única fonte de abastecimento d'água no semiárido.

 

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